Eleições 2014 Partido rival usa música de Renato Russo para satirizar a aliança entre “Eduardo e Marina”

Partido rival usa música de Renato Russo para satirizar a aliança entre “Eduardo e Marina”

PPS publicou em seu blog paródia da música Eduardo e Mônica da Legião Urbana

Letra de Renato Russo é usada para satirizar a aliança entre “Eduardo e Marina”

"Eduardo e Marina" viram paródia da música "Eduardo e Mônica"

"Eduardo e Marina" viram paródia da música "Eduardo e Mônica"

José Cruz/ABr

A música “Eduardo e Mônica”, umas das letras mais famosas da banda Legião Urbana, virou inspiração para satirizar a mais nova aliança política entre o governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marina Silva.

O PPS (Partido Popular Socialista) publicou em seu blog na internet, nesta segunda-feira (7), a paródia da letra que foi hit dos anos 1980 na voz de Renato Russo.

O que na letra original era um questionamento sobre “as coisas feitas pelo coração”, na brincadeira virou reflexão sobre “as coisas feitas pela oposição”.

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Na canção original da Legião Urbana, Renato Russo conta a história de um garoto de 16 anos que gosta de jogar futebol de botão com o avô, e uma mulher mais velha, fã do pintor europeu Van Gogh, que se apaixonam e decidem investir no relacionamento mesmo vivendo em realidades completamente diferentes. “Ela fazia medicina e falava alemão, e ela ainda nas aulinhas de inglês”.

Na paródia, os personagens centrais são Campos e Marina, que decidem se aliar, mesmo sem muitas afinidades políticas. Na brincadeira, Marina aparece como a moça que “falava coisas sobre sustentabilidade, também ecologia e metabolização”, enquanto Campos é retratado como cara que “ainda estava no esquema ‘escola, hospital, porto, transposição”.

Em “Eduardo e Mônica”, o casal vence as diferenças e vai morar juntos. O relacionamento, mesmo passando por algumas crises,  dá certo e os dois constroem uma família, com filhos gêmeos.

Na sátira “Eduardo e Marina”, o autor prevê as dificuldades, mas não arrisca fazer uma previsão quanto ao futuro. Apenas lembra que em “2014 a luta é dura, tem o Aécio e tem o Lula, e a presidente Dilma tá bolada pensando só na reeleição”.

Confira a letra completa da paródia:

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pela oposição?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis polemizar
Devolveu os cargos, bons cabritos não berram
Enquanto Marina tentava montar a sua Rede
Mas parou no TSE, como eles disseram

Eduardo e Marina um dia se encontraram sem querer
Nem conversaram muita coisa pra tentar se conhecer
Um carinha do partido do Eduardo que disse
"A Rede não tá legal, eles querem se unir"

Governo estranho, com base esquisita
"Eu vou pro outro lado, não agüento mais petista"
E a Marina riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o governador que poderia apoiar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"Se eu não ligar pro Lula, eu vou me ferrar"

Eduardo e Marina trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se aliar
O Eduardo sugeriu uma vice-presidência
Mas Marina queria mesmo era se candidatar

Eduardo e Marina eram nada parecidos
Ele estava na rabeira e ela tinha 26
Ela fazia discurso contra o velho esquemão
E o PSB no mundinho pequeno-burguês

Ela gostava do Sirkis e do Gabeira
Do Castells e de Sambô
E o Eduardo gostava era de frevo
E ocupava o cargo que era do seu avô

Ela falava coisas sobre sustentabilidade
Também ecologia e metabolização
E o Eduardo ainda estava no esquema
“Escola, hospital, porto, transposição”

E, mesmo com tudo diferente
Veio mesmo, de repente
Uma vontade de concorrer
E os dois se encontravam todo dia
E a campanha crescia
Como tinha de ser

Eduardo e Marina querem chegar em Brasília
Com o PPS e até o Kassab na coligação
Porque 2014 a luta é dura
Tem o Aécio e tem o Lula
E a presidente Dilma tá bolada
Pensando só na reeleição

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pela oposição?
E quem irá dizer
Que não existe razão?