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Eleições 2014 PT defende plebiscito para este ano e ressuscita proposta de constituinte para discutir reforma política

PT defende plebiscito para este ano e ressuscita proposta de constituinte para discutir reforma política

Mais cedo, Temer disse que mudanças da reforma política não valeriam na eleição, mas recuou

  • Eleições 2014 | Carolina Martins, do R7, em Brasília

Rui Falcão volta a falar em constituinte para discutir reforma política

Rui Falcão volta a falar em constituinte para discutir reforma política

Daia Oliver/R7

O presidente do PT, Rui Falcão, declarou nesta quinta-feira (4) que o partido defende que o plebiscito seja realizado no menor prazo possível, para que as mudanças aprovadas na reforma política possam valer nas eleições de 2014. Além disso, o PT trouxe de volta a proposta da constituinte.

O partido defende a formação de uma assembleia constituinte exclusiva para discutir as questões que ficarem fora da reforma. Segundo Falcão, é necessário eleger representantes específicos para fazer uma reforma política profunda.

— É importante fazer um debate mais amplo com a população e seria importante eleger representantes com mandato específico para aprofundar a reforma que se faça agora.

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De acordo com Falcão, o plebiscito é necessário este ano para mudanças imediatas, que possam valer nas próximas eleições.

No entanto, ele acredita que a reforma deve ser mais ampla, abrangendo questões que, na visão do PT, não podem ser discutidas em um curto espaço de tempo.

— Outras questões não vão passar pelo plebiscito, porque demanda um debate mais prolongado. Questões que dizem respeito à federação, ao exercício dos poderes como estão hoje e outras mudanças que dependem de emendas constitucionais que, talvez, não possam ser realizadas nesse curto prazo.

As declarações foram dadas após uma reunião da executiva nacional do partido, convocada para discutir o atual cenário político do País. Segundo o presidente do PT, as resoluções foram aprovadas sem divergência.

Para o plebiscito imediato, Rui Falcão citou como pontos importantes da reforma a questão do financiamento de campanha, a lista partidária e maiores mecanismos de participação popular.

Recuo

O presidente do PT não quis comentar o recuo de posicionamento do vice-presidente Michel Temer, que declarou não haver tempo hábil para realizar o plebiscito e horas depois divulgou nota defendendo a consulta popular ainda para este ano.

Falcão declarou apenas que houve um “avanço”, uma vez que Temer admitiu ser importante que as mudanças no sistema político possam valer nas eleições de 2014.

Durante a manhã, Temer disse que o plebiscito proposto pelo governo para a realização de uma reforma política deve acontecer só em 2014

— Eu acho que a essa altura, embora fosse desejável [fazer o plebiscito], temporalmente é impossível.

No fim da tarde, porém, Temer emitiu uma nota oficial para recuar na declaração que tinha dado no começo da manhã. No comunicado, o vice afirma que o governo mantém a intenção de que o plebiscito sobre a reforma política valha já para as eleições de 2014.

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