'A fim de prejudicar', diz TSE sobre propaganda de PT contra Bolsonaro

Propaganda de Haddad no rádio indicou de forma errada que Bolsonaro votou contra estatuto que garantiu direitos a pessoas com deficiência

Haddad teve que retirar peça de campanha

Haddad teve que retirar peça de campanha

Paulo Whitaker/Reuters - 15.10.2018

O ministro Sergio Banhos, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), afirmou que a campanha do presidenciável do PT, Fernando Haddad, divulgou uma propaganda eleitoral “de fato sabidamente inverídico (fake news) capaz de desequilibrar a disputa eleitoral, consistente na divulgação de que o candidato representante votou contra a LBI, bem assim a possível utilização de montagem e trucagem, a fim de prejudicar o candidato representante”.

Na terça-feira (16), o ministro determinou que a campanha de Haddad cesse a divulgação de uma propaganda eleitoral em que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, aparece como se tivesse votado na Câmara dos Deputados contra a criação da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que garante direitos a pessoas com deficiência.

Ainda segundo Banhos, é “de ressaltar, ademais, que se trata de propaganda veiculada em rádio, o que potencializa a dramaticidade com que os fatos são narrados, podendo inviabilizar a livre formação da convicção pelo receptor da mensagem”.

A propaganda foi ao ar no rádio no sábado (13). No dia seguinte, após desmentido do adversário, a campanha de Haddad retirou do Twitter um post que dizia que Bolsonaro havia votado contra a LBI, justificando o ato por estar corrigindo uma informação “imprecisa”.