Eleições 2018 Fila para exames de saúde cresceu 63% na gestão Haddad em SP

Fila para exames de saúde cresceu 63% na gestão Haddad em SP

Número de pessoas esperando por um procedimento simples passou de 296.251 para 485.300 entre dezembro de 2012 e dezembro de 2016

Fila para exames de saúde cresceu na gestão Haddad em SP

Fila para exames de saúde cresceu na gestão Haddad em SP

Paulo Whitaker/Reuters - 15.10.2018

A área da saúde foi uma das mais negligenciadas na gestão de Fernando Haddad (2013-2016) na Prefeitura de São Paulo. Além do número de UBS (Unidades Básicas de Saúde) não ter aumentado conforme previa o Plano de Metas, foi com o agora candidato à Presidência da República pelo PT que a fila de exames de saúde cresceu em 63,81%.

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Em dezembro de 2012, quando acabou a gestão de Gilberto Kassab (PSD), o número de pessoas esperando para fazer exames era de 296.251. Já em dezembro de 2016, no final do mandato do petista, o número era de 485.300 de pacientes aguardando para fazer um procedimento simples, como ultrassonografia, mamografia, tomografia, ecocardiografia, ressonância ou desintometria.

O tempo médio, em dias, entre a marcação e a realização de consultas na rede de saúde púbica também foi aumentando. Entre 2014 e 2015, passou de 56 para 82, de acordo com a ONG (Organização Não Governamental) Rede Nossa São Paulo. 

Cirurgias também foram um problema. Em 2016, por exemplo, a espera média para cirurgias ginecológicas era de 382 dias, já de ultrassom de próstata era de 317 dias.

Defesa de Haddad

À época, a Secretaria Municipal de Saúde da gestão de Haddad disse que a fila era uma consequência do aumento da oferta de vagas para realização de exames.

A assessoria do ex-prefeito também afirmou que a gestão ocorreu durante um período de forte recessão e sem repasses prometidos pela União.

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