Eleições 2018 Últimas pesquisas 'não pegaram virada do eleitor', afirma Alckmin

Últimas pesquisas 'não pegaram virada do eleitor', afirma Alckmin

Alckmin disse que, segundo histórico das eleições anteriores, maiores mudanças aconteceram no final da corrida eleitoral

Geraldo Alckmin

Alckmin espera chegar no segundo turno da eleição

Alckmin espera chegar no segundo turno da eleição

Bruno Rocha /Fotoarena/Folhapress - 23.09.2018

O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, reiterou nesta segunda-feira (24) estar confiante de que chegará ao segundo turno e que a virada dos votos se dará nos últimos momentos. Em entrevista à Rádio Bandeirantes de São Paulo, o tucano disse ainda que alguns eleitores declaram, hoje, voto em Jair Bolsonaro (PSL) porque imaginam que ele possa derrotar o PT, mas que isso não deve ocorrer por causa de sua grande rejeição.

"Em todas as últimas eleições, as mudanças maiores foram no final. A população foi amadurecendo e a mudança ocorreu", disse Alckmin, que deu como exemplos a eleição presidencial de 2014, onde Aécio Neves, então candidato do seu partido, superou Marina Silva, então no PSB, a menos de dez dias da eleição — e também a disputa de 2006, quando o ex-governador de São Paulo chegou ao segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula, que então buscava o segundo mandato, naquela eleição conquistado.

"Em 2006, nas últimas pesquisas, parecia que não ia ter segundo turno. Em uma, o Lula tinha 21 pontos na minha frente, na outra 19 pontos. Quando abriu a urna, tinha 7 pontos", relembrou Alckmin. "Às vezes, até os institutos de pesquisas não pegam essa última virada", avaliou o tucano

Alckmin fez nova pregação do voto útil contra o PT, lembrando da forte rejeição de Bolsonaro. "Alguns, até com boas intenções, pensam em votar no Bolsonaro para evitar o PT. O problema é que o Bolsonaro não dá conta do PT. Precisamos sim evitar a volta do PT, já vimos o que aconteceu na eleição da Dilma. Só que o caminho não é o Bolsonaro. Segundo turno é rejeição. A rejeição de Bolsonaro é absurda", disse.

Na entrevista, o ex-governador também foi questionado sobre o medo de ser "cristianizado" por aliados, que já estariam pulando fora de sua candidatura. Em resposta, disse que isso só é possível graças ao grande número de partidos existentes hoje e que é preciso fazer uma reforma política.

Alckmin disse ainda que essa infidelidade não ocorre somente contra ele. "Também recebo apoio de pessoas que não estão na minha coligação. O governador de Santa Catarina (Eduardo Moreira) me apoia e é do MDB. Fizemos campanha em Criciúma, Santa Catarina", notou. "Esse não chamou o Meirelles", emendou, depois de provocado por um dos entrevistadores.

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