Eleições 2018 Vice de Bolsonaro critica existência de 13º salário e adicional de férias

Vice de Bolsonaro critica existência de 13º salário e adicional de férias

Em palestra a lojistas no Rio Grande do Sul, Hamilton Mourão chamou de "jabuticabas" para empresários pagamento de direitos trabalhistas

Bolsonaro

Mourão tem discursado por todo o país

Mourão tem discursado por todo o país

Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo - 20.9.2018

Responsável por continuar a campanha enquanto Jair Bolsonaro (PSL) se recupera, o vice na chapa do presidenciável, Hamilton Mourão, manifestou-se contrário ao 13º salário e ao adicional de férias dos trabalhadores.

Em discurso na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana (RS), nesta quinta-feira (27), o general da reserva defendeu uma "implementação séria da reforma trabalhista" e chamou de "jabuticabas" direitos trabalhistas como 13º salário e adicional de férias.

"Temos algumas jabuticabas que a gente sabe que é uma mochila nas costas de todo empresário: 13º salário. Se a gente arrecada 12, como é que nós pagamos 13? É complicado. E é o único lugar onde a pessoa entra e, férias e ganha mais, é aqui no Brasil. É a legislação que está aí, que aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros", afirmou.

Mourão fez um breve retrospecto da economia no passado do país, falando sobre os governos de Fernando Henrique Cardoso e Lula.

Ao tocar no tema hiperinflação, o político se referiu ao período de transição do governo de José Sarney para Fernando Collor. No entanto, não se referiu aos governos militares. No fim da ditadura, em 1985, a inflação era de 242,24% ao ano.

Em outro momento, o vice contradisse o próprio Bolsonaro, ao se mostrar favorável a investimentos chineses no Brasil.

"Os investimentos estrangeiros são bem-vindos, não podemos deixar de atraí-los. Não adianta ficar com xenofobia. Existe muito aquela história: 'a China está comprando o Brasil'. A China não vai comprar o Brasil, desde que a gente regule o que está ocorrendo, eles podem vir e aplicar o dinheiro deles aqui".

No entanto, em entrevista à Reuters no ano passado, o candidato do PSL afirmou que "a China está tomando conta do Brasil. É um fator preocupante. Estão investindo em subsolo, agricultura, energia, portos e aeroportos”.

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