Eleições 2020 Boulos aciona TSE por falsa conta que pede dinheiro em seu nome

Boulos aciona TSE por falsa conta que pede dinheiro em seu nome

Conta criada no WhatsApp usa foto e nome do candidato do PSOL à Prefeitura de SP. Golpistas fizeram pedido de R$ 6.550, dizem advogados

Agência Estado
Guilherme Boulos teve conta falsa criada em seu nome no aplicativo WhatsApp

Guilherme Boulos teve conta falsa criada em seu nome no aplicativo WhatsApp

Divulgação

Os advogados do candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, acionaram a Justiça Eleitoral para identificar e punir o responsável pela criação de uma conta criada em nome do candidato no aplicativo de mensagens WhatsApp.

Segundo o pedido de liminar encaminhado à 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, nesta segunda-feira (19), uma pessoa criou uma conta em nome de Boulos, usando inclusive foto do candidato na eleição municipal, e por meio dela pedia dinheiro para pagar despesas de campanha.

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A fraude foi descoberta quando pessoas próximas a Boulos começaram a receber mensagens. Os textos eram semelhantes a golpes comuns no aplicativo. A pessoa que dizia ser o candidato pedia ajuda para pagar contas alegando que já teria ultrapassado o limite diário de transações.

A diferença é que os golpistas usavam a campanha eleitoral como desculpa. "Campanha é difícil sempre precisa de uma verba extra, mas depois vamos colher os frutos", argumentava o autor da mensagem.

No caso citado pelos advogados, o valor pedido é de R$ 6.550. O dinheiro deveria ser depositado em uma conta na Caixa Econômica Federal em nome de Jackson Keyson de Souza Alencar.

"O usuário enviou mensagens a diversas pessoas - só veio (sic) a conhecimento deste manifestante [Boulos], é certo, aquelas recebidas por pessoas que lhe são próximas, mas não há como mensurar o alcance das mensagens que podem ter sido divulgadas - com o propósito de auferir vantagem pessoal e de conspurcar a imagem do candidato eleitoralmente", disseram os advogados na representação.

No início da manhã desta segunda-feira (19), o próprio Boulos enviou mensagens a todos seus contatos no WhatsApp informando sobre o golpe.

Os representantes de Boulos pedem que o Facebook, responsável pelo WhatsApp, identifique e bloqueie o autor do perfil falso; que a Telefônica, dona da Vivo, envie dados sobre a linha de celular e que a Caixa Econômica Federal forneça informações sobre o dono da conta em que o dinheiro deveria ser depositado. Além disso, pedem que o Ministério Público Eleitoral tome providências.

Segundo os advogados do PSOL, o golpe pode configurar crimes de falsidade eleitoral, divulgação de informações inverídicas e uso da identidade falsa, todos previstos na legislação eleitoral.

Até 15h30 desta segunda-feira tanto a linha de celular quanto a conta no WhatsApp do autor do golpe continuavam ativos.

fonte: Estadão Conteudo

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