Eleições 2020 Candidatos afirmam que gerar renda em SP será desafio para 2021

Candidatos afirmam que gerar renda em SP será desafio para 2021

Debate foi promovido pela Rede Nossa SP com concorrentes à prefeitura. Meta é reduzir as desigualdades sociais e econômicas na capital

Quatro candidatos na disputa à Prefeitura de SP apresentaram propostas

Quatro candidatos na disputa à Prefeitura de SP apresentaram propostas

Reprodução

Para os candidatos à Prefeitura de São Paulo, gerar renda e empregos na capital em 2021 será o grande desafio posto a quem for eleito em novembro. Bruno Covas (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Jilmar Tatto (PT) e Márcio França (PSB) participaram do lançamento virtual do Mapa da Desigualdade 2020 da Rede Nossa São Paulo.

Os cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto foram convidados a debater propostas para reduzir a desigualdade em São Paulo, mas Celso Russomanno (Republicanos) não participou. 

Leia mais: Violência contra mulher cresce 64% em SP em 3 anos, diz pesquisa

Cada candidato teve, no total, 8 minutos, para falar sobre o tema, divididos em duas rodadas.

Jilmar Tatto aproveitou a oportunidade para atacar o atual prefeito, Bruno Covas. "A cidade da propaganda não é a cidade real. São Paulo tem R$ 19,6 bilhões e vai sobrar R$ 7 bi em caixa. Precisa gastar esse dinheiro em caixa, Bruno. Em 2020 a desigualdade vai aumentar. Qual o programa de geração de renda que você tá implantando?", cobrou.

O candidato petista ainda citou o retrocesso vivido no país porque, segundo ele, o ex-presidente Lula tirou o Brasil do mapa da fome, mas ele já voltou a entrar na lista. Ele defendeu o fortalecimento do Estado em meio à pandemia do novo coronavírus e acabou por concordar com Boulos ao citar a ausência de uma política de geração de emprego na cidade e a necessidade de se implantar um novo padrão de contratação, incluindo os moradores de periferias.

Veja também: Desigualdade em SP: morador da periferia vive 23 anos menos

Já Bruno Covas preferiu destacar as ações de governo adotadas até agora e citou a criação de vagas em creches na periferia, construção de 12 CEUs (Centros Educacionais Unificados), eliminação de filas para consultas e alguns exames, a ampliação do número de UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e de novos hospitais.

"Resultado da gestão foi investir na periferia e em que mais precisa da atuação do poder público. Dos 19 indicadores com histórico, 13 melhoraram. Para emprego e renda, vamos fazer ações de inclusão, frentes de trabalho e melhorar a competitividade com a economia criativa. Os eventos culturais são geradores de renda e reduzem desigualdades", prometeu.

Leia ainda: Sé tem 290 vezes mais oferta de trabalho formal do que Anhanguera

Por sua vez, Guilherme Boulos afirmou que as desigualdades são o principal problema do país e se aprofundam na cidade mais rica do país. Ele aponta que, historicamente, houve a expulsão dos mais pobres e negros para periferias e diz que os problemas reais não são atacados.

"É preciso combater também a desigualdade racial e de gênero. É a redução das distâncias sociais e econômicas como inversão de prioridades. Tem que colocar o orçamento nas regiões mais pobres, é um estado de abandono nas periferias. Tem que levar renda e emprego com a economia solidária e frentes de trabalho", disse.

Veja mais: Covas e Russomanno têm empate técnico em SP, diz pesquisa XP

Boulos alfinetou Covas ao comparar que a favela do Vietnã, na zona sul, não foi urbanizada enquanto o Vale do Anhangabaú, no centro, passou por uma polêmica e cara reforma.

Já Márcio França ressaltou a crise gerada pela pandemia e as desigualdades que não estão só concentradas nas periferias. "Quem não foi contaminado fisicamente pelo vírus, foi economicamente. Veja os buffets e transportadores escolares. Tem acampados com crianças no centro. A cada 10 paulistanos, 3 estão vivendo de auxílio e, em 2021, não vão ter como viver. Precisa criar frentes de trabalho e alternativas para dar esperança à população", enfatizou.

Leia também: WhatsApp bane 256 contas por disparos em massa nas campanhas

Assim como Boulos, França também destacou a importância de aumentar a remuneração do servidor público. O candidato do PSB ainda disse que pretende criar oportunidades para os jovens com curso técnico ou vagas em faculdades públicas no modelo EAD (Ensino à Distância).

Ao final, os candidatos se comprometeram a assinar a carta compromisso da Rede Nossa São Paulo. Os demais concorrentes na corrida eleitoral deverão participar de uma nova rodada de debates na próxima semana.

Últimas