Eleições 2020 Com 17 segundos na TV, Boulos aposta em reality show de 24 horas

Com 17 segundos na TV, Boulos aposta em reality show de 24 horas

Candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo pretende fazer live com atos de campanha para compensar o pouco tempo no horário eleitoral

Agência Estado
Com 17 segundos na TV, Boulos aposta em reality show de 24 horas de campanha

Com 17 segundos na TV, Boulos aposta em reality show de 24 horas de campanha

Reprodução/Redes Sociais

Com apenas 17 segundos no horário eleitoral, o candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, vai aproveitar o início da propaganda na TV nesta sexta-feira (9) para fazer uma espécie de reality show de campanha no qual ele mesmo será o protagonista. Em formato de "live", o programa vai durar 24 horas. A falta de tempo na TV é vista pela campanha como uma desvantagem na corrida eleitoral.

O PSOL vai acompanhar o candidato com câmeras ao vivo desde o momento em que ele acordar, às 6h de sexta-feira, até a hora de dormir. Boulos vai aparecer comendo, se deslocando de carro pela cidade entre uma agenda e outra, participando de reuniões, falando ao telefone etc.

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Os objetivos são manter o candidato em evidência e protestar contra os critérios de distribuição de tempo no horário eleitoral.

"A desproporção na distribuição dos recursos e do tempo na TV é uma desvantagem. Desvantagem que a gente tem como contrapor graças ao grande engajamento nas redes sociais do Guilherme", disse o coordenador da campanha, Josué Rocha.

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Para o reality show, o PSOL montou uma agenda especial que começa com um grande ato de lançamento do renda solidária, carro-chefe do programa de governo do candidato. A ideia é dar benefícios entre R$ 300 e R$ 400 para até um milhão de famílias em situação de necessidade. O custo é estimado em R$ 3,5 bilhões e, segundo Boulos, deve ser arcado com recursos dos cofres municipais.

Na sequência, o candidato vai a uma praça pública onde deve falar e ouvir propostas e ideias da população em um microfone aberto. A ideia foi batizada "se vira nos 50", em alusão ao número do PSOL nas urnas eletrônicas.

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Depois, Boulos participa de um encontro com empregadas domésticas e visita uma comunidade na zona leste. Quando finalmente o candidato for dormir, o PSOL vai exibir vídeos de campanha até 6h de sábado.

Além da falta de dinheiro do Fundo Eleitoral e tempo de TV, o PSOL está preocupado com o cancelamento dos debates eleitorais. Record TV, SBT, RedeTV! e CNN já desistiram dos eventos. Dirigentes do partido estão procurando as chefias das emissoras para tentar rever os cancelamentos e evitar que outros debates sejam desmarcados.

"O cancelamento dos debates é muito ruim. Pode trazer um problema democrático para as eleições, ainda mais quando o tempo na TV é dividido de maneira tão desigual", disse Rocha.

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