Eleições 2020 Contra Boulos, Covas busca apoio de sindicalistas ligados a França

Contra Boulos, Covas busca apoio de sindicalistas ligados a França

Alvo preferencial de críticas do ex-governador no 1º turno, prefeito de SP avança sobre os bases do ex-rival no segundo turno do procesos eleitoral

Bruno Covas, candidato à reeleição

Bruno Covas, candidato à reeleição

Sebastião Moreira/EFE - 15.11.2020

Alvo preferencial de críticas do ex-governador Márcio França (PSB) no primeiro turno da campanha na capital paulista, o prefeito Bruno Covas (PSDB) busca agora o apoio de aliados do pessebista e avança sobre os bases do ex-rival. Interlocutores de Covas conversaram nesta segunda-feira (16) com dirigentes do Solidariedade, que apoiou França, e da Força Sindical, central ligada ao partido.

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O tucano também articulou o apoio da UGT, central sindical ao PSD, que apoiou Andrea Matarazzo no 1° turno. A ideia é reforçar a tese de que o tucano representa uma "frente ampla" contra o que o que Covas chamou de "radicalismo" e tentar isolar o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, que articula apoios nas bases históricas do PT na cidade.

Os dirigentes do PSB, PDT, Solidariedade e Avante, legendas que estavam na coligação de Márcio França, se reunirão nesta terça para avaliar a possibilidade de anunciar um apoio conjunto no 2° turno.

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Mas o Estadão apurou que não haverá consenso no encontro e a aliança vai se pulverizar. O PDT vai defender o apoio irrestrito à candidatura de Boulos, já o Solidariedade tende a apoiar a Covas, enquanto o próprio França dá sinais que vai se manter neutro.

"Nós (direção do SD) vamos nos reunir amanhã, mas eu não escondo que sou amigo do Bruno (Covas) e tenho uma preferência por ele", disse o presidente municipal do SD, Pedro Nepomuceno, que foi subprefeito de Santana da administração tucana até o começo da campanha.

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Considerando o panorama nacional, a possibilidade de o PSB apoiar Boulos em São Paulo está prejudicada com fato de que não haverá reciprocidade em Recife, onde o PSOL indicou o advogado João Arnaldo como vice na chapa da petista Marília Arraes. Eles vão ao segundo turno contra socialista João Campos.

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