Eleições 2020 'Esperança venceu radicais no 1º e vai vencer no 2º turno', diz Covas

'Esperança venceu radicais no 1º e vai vencer no 2º turno', diz Covas

Prefeito e candidato à reeleição em SP faz discurso de vencedor na noite deste domingo (15) com 57,7% do total de votos divulgados pelo TSE

Bruno Covas (PSDB) faz discurso de vencedor do 1º turno da eleição em SP

Bruno Covas (PSDB) faz discurso de vencedor do 1º turno da eleição em SP

Reprodução

O candidato à reeleição na cidade de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), fez um discurso de vencedor na noite deste domingo (15), no qual disse que buscará apoio para o segundo turno — em que deverá enfrentar Guilherme Boulos (PSOL) — e criticou adversários.

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A fala do atual prefeito paulistano em entrevista coletiva ocorreu no momento em que haviam sido apuradas 57,7% das urnas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

"Aos 40 anos de idade, eu tenho a honra e o privilégio de poder enfrentar o maior desafio da minha vida, que é ser prefeito da cidade de São Paulo. Me sinto preparado e tenho a convicção de que da mesma forma que ganhamos no primeiro turno, vamos ganhar também no segundo turno", declarou.

Durante o discurso, Bruno Covas também exaltou a experiência na administração durante o período da pandemia do novo coronavírus como um ponto avaliado positivamente pelo eleitorado da cidade.

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"São Paulo quer experiência. São Paulo disse que quer continuar sonhando em redução da desigualdade social, garantindo através da responsabilidade fiscal a justiça social. A esperança venceu os radicais no primeiro turno e vai vencer os radicais no segundo turno."

Sem citar nomes de adversários políticos ou concorrentes no segundo turno da eleição em São Paulo, Bruno Covas também enfatizou a tendência do público paulistano em optar por uma chapa moderada e que represente a continuidade.

“São Paulo não está a reboque de ideologia ou partido político. São Paulo é protagonista de sua própria história, e essa história que nós estamos construindo. São Paulo quer eleger um prefeito. São Paulo não quer eleger ninguém que seja anti, totalitarista, ninguém que seja radical", disse o prefeito. "O nosso lado é o da tolerância, do apreço aos valores democráticos, lado do respeito à diversidade religiosa, do respeito à lei e a ordem na cidade de São Paulo. Falar bonito é muito fácil, mas São Paulo não quer se iludir. Só quer realidade", complementou.

Covas também agradeceu o apoio de João Doria (PSDB), governador de São Paulo. O tucano, contudo, permaneceu distante da campanha, uma vez que registra alto índice de rejeição na capital paulista. "Quero agradecer o apoio do governador João Doria. Quero agradecer o apoio de todos aqueles que hoje, de forma silenciosa e anônima, nos deram essa vitória no primeiro turno", afirmou.

Durante o primeiro turno, a coligação de Covas continha 11 partidos, e o tucano disse que irá buscar, agora no segundo turno, “a todos”. “Agora, é o momento de ampliar ainda mais a frente que nós montamos no primeiro turno. Vamos buscar a todos. A todos os apoios para construir uma frente ampla a favor da cidade de São Paulo.”

"O momento requer união. E é isso que nós pregamos no primeiro turno e é isso que nós vamos pregar no segundo turno. É isso que nós vamos fazer na cidade de São Paulo pelos próximos quatro anos. Eu tenho muita convicção de que vamos sair vitoriosos no segundo turno, e vamos passar esses 14 dias com muita, mas muita força, foco e fé", finalizou.

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