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Eleições 2020 Macapá (AP) tem eleições adiadas pelo TSE devido ao apagão

Macapá (AP) tem eleições adiadas pelo TSE devido ao apagão

Justiça Eleitoral define que as eleições na capital amapaense ocorrerão nos dias 13 e 27 de dezembro, mas sugestão deve ser aprovada pelo TSE

Amapaenses sofrem com desabastecimento de água e outros serviços devido ao apagão

Amapaenses sofrem com desabastecimento de água e outros serviços devido ao apagão

Vinicius Sassine/Folhapress - 11.11.2020

Os eleitores de Macapá (AP) não irão às urnas neste domingo (15), conforme decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tomada em função do apagão que atingiu 13 municípios do estado, inclusive a capital, e que teve como um de seus reflexos o impacto na sucessão municipal.

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Nesta sexta-feira (13), o TRE-AP (Tribunal Regional Eleitoral do Amapá) sugeriu que os dois turnos do pleito na cidade serão realizados nos dias dias 13 e 27 de dezembro. O novo calendário ainda deverá ser aprovado pelo TSE.  Macapá tem 292.718 eleitores aptos a escolher os seus representantes a prefeito e vereador neste ano.

No último dia 11 de novembro, o presidente do órgão, ministro Luís Roberto Barroso, havia acatado o pedido do TRE-AP e confirmado o adiamento das eleições em Macapá "até o restabelecimento regular da energia elétrica" na cidade.

Sem energia elétrica e diante de vários efeitos que o desabastecimento gerou, os habitantes das cidades atingidas pelo apagão viveram dias de revolta. Houve diversos protestos, barricadas e atos de vandalismo. A PM precisou agir para conter os tumultos.

O apagão ocorreu após incêndio ocorrido no dia 3 de novembro em um transformador da subestação de Macapá que causou o desligamento automático nas linhas de transmissão Laranjal/Macapá, danos em outros transformadores e problemas em cadeia em todo o sistema de abastecimento energético do Estado.

O transformador atingido pertence à concessionária LMTE (Linhas de Macapá Transmissora de Energia), controlada pela empresa espanhola Isolux.

A Justiça Federal do Amapá intimou o governo estadual, representantes da Aneel (União), da CEA (Companhia de Energia do Amapá) e da empresa espanhola Isolux para prestar depoimento a respeito do apagão.

Na última quinta-feira (12), o sistema de rodízio foi alterado e a empresa responsável pelo fornecimento teria até esta sexta (13) para restabelecer totalmente a energia. Caso a empresa não cumpra o prazo, terá de pagar uma multa de R$ 15 milhões.

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