Eleições 2020 Mesmo ausente, Kalil vira alvo em 1º debate para Prefeitura de BH

Mesmo ausente, Kalil vira alvo em 1º debate para Prefeitura de BH

À frente nas pesquisas, atual prefeito não participou, mas teve gestão criticada pelos adversários em temas como educação, saúde e combate à pandemia

  • Eleições 2020 | Lucas Pavanelli, do R7

Debate não contou com o atual prefeito de BH

Debate não contou com o atual prefeito de BH

Divulgação/Band

No primeiro debate eleitoral para a disputa à prefeitura de Belo Horizonte, realizado pela TV Band nesta quarta-feira (1º), o atual prefeito e candidato à reeleição, Alexandre Kalil (PSD), virou alvo principal dos concorrentes, mesmo não tendo comparecido ao evento. 

Líder nas pesquisas eleitorais, Kalil informou à emissora que não iria participar do debate

Durante os 5 blocos do debate, os candidatos se alternavam fazendo perguntas e críticas sobre temas como educação, gestão da cidade durante a pandemia de covid-19, obras para conter as enchentes e mobilidade urbana.

Educação

Dentre as críticas feitas está o resultado da educação em Belo Horizonte na última avaliação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que avalia alunos do 5º e 9º anos. 

Segundo o candidato João Vitor Xavier (Cidadania), a capital mineira teve o pior desempenheo dentre todas as demais neste ano. 

— Isso é uma vergonha para a cidade, que gasta 30% do seu orçamento de R$ 13 bilhões em educação. O prefeito tirou o tempo integral nas Umeis e não cumpriu sua proposta de aumentar a quantidade de alunos. 

A candidata Áurea Carolina (PSOL) afirmou que as políticas de educação, sobretudo durante a pandemia, foram pensadas sem diálogo com as categorias. 

— Eu concordo que não tem condição de voltar às aulas neste momento, mas é urgente que a secretaria construa saídas com participação da comunidade escolar, das profesoras, trabalhadoras, merendeiras. As famílias mais pobres não estão acessando internet e muito desamparadas.

Pandemia

As decisões da gestão de Kalil durante a pandemia também foram alvo de críticas entre os candidatos. Marcelo Souza e Silva (Patriota), que era presidente da CDL-BH (Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte), disse que o prefeito "virou as costas para o comércio, as empresas e empregos". 

Luísa Barreto (PSDB) criticou o que chamou de falta de ações durante o período. 

— O prefeito paralisou, não agiu. Não abriu os leitos que falou que abriria. 

Para o candidato Rodrigo Paiva (Novo), a capital mineira "tem espantado empresa e pessoas para outras cidades, estados e países".

Mobilidade

Com relação à mobilidade, em geral, os candidatos criticaram o transporte público e sugeriram obras para melhoria do trânsito. 

Lafayette Andrada (Republicanos) sugeriu a construção de um monotrilho, ligando o Barreiro ao centro da capital e intervenções em cerca de 200 "pontos de gargalo", além de abrir avenidas, ligando bairros como Belvedere ao Sion. 

Últimas