Eleições 2020 Obrigatoriedade de vacina polariza campanha eleitoral em São Paulo

Obrigatoriedade de vacina polariza campanha eleitoral em São Paulo

Candidatos se dividem sobre a possibilidade de uma campanha em massa de imunização contra o novo coronavírus. Mas a maioria é favorável

Agência Estado
Obrigatoriedade de vacina polariza campanha eleitoral em São Paulo

Obrigatoriedade de vacina polariza campanha eleitoral em São Paulo

Erasmo Salomao/Ministério da Saúde - 10.04.2019

A discussão sobre a obrigatoriedade da vacina contra covid-19 entrou na pauta dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. O debate opôs o presidente Jair Bolsonaro, contra a vacinação obrigatória, e o governador João Doria (PSDB), a favor.

Candidato à reeleição, o prefeito Bruno Covas (PSDB) discordou de Doria e disse nesta terça-feira (20) que não há "nenhuma necessidade" de tornar a imunização obrigatória. No dia anterior, Celso Russomanno (Republicanos) havia afirmado ser contra a obrigatoriedade. Russomanno, com 25% das intenções de voto, e Covas, com 22%, estão empatados tecnicamente, segundo a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão.

Segundo Covas, a prefeitura tem feito campanhas de vacinação "em que mais de 90% da população participa". Por isso, afirmou, os paulistanos devem aderir à vacina sem que seja necessário torná-la obrigatória.

Leia mais: Covid-19: lei criada por Bolsonaro dá poder a Estados e municípios de fazer vacinação obrigatória

Questionado pelo Estadão, Guilherme Boulos (PSOL) disse que pretende fazer, caso seja eleito, "uma ação de testagem em massa", por meio de um mutirão de agentes comunitários de saúde, e um "amplo programa de vacinação obrigatório".

Como Boulos, Jilmar Tatto (PT) declarou que é a favor da obrigatoriedade. "Estamos tratando de uma questão de saúde pública de relevância máxima e qualquer medida de combate que tenha respaldo científico deve ser adotada", afirmou.

Veja também: Coronavírus: os quatro tipos de vacina contra covid-19 e o que falta para ficarem prontas

Para Márcio França (PSB), a vacina será obrigatória "a toda pessoa de bom senso". "Nós já temos um plano emergencial de vacinação em grande escala para garantir que a população seja imunizada."

Joice Hasselmann (PSL) defendeu uma "vacinação em massa, com celeridade, de graça e sem burocracias". "Quem optar por não tomar precisa ser informado e entender que é responsável pelos seus atos e assumir os riscos".

Últimas