Cidades do interior puxaram retomada do mercado de trabalho no 1º semestre

Apenas uma capital aparece entre os 50 municípios que mais contrataram em 2017

Alexandre Garcia, do R7

Indústria, agropecuária e serviços guiaram as contratações nas cidades que mais abriram vagas em 2017
Indústria, agropecuária e serviços guiaram as contratações nas cidades que mais abriram vagas em 2017 Marcos Santos/USP Imagens

A retomada do mercado de trabalho registrada no primeiro semestre de 2017 com 67.358 contratações a mais do que demissões só foi possível devido ao bom desempenho apresentado pelas cidades do interior do País.

De acordo com os dados mais recentes do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na segunda-feira (17), Goiânia (GO) é a única capital a figurar entre os 50 municípios que mais contrataram nos seis primeiros meses de 2017.

As quatro cidades que lideram a abertura de postos formais de trabalho no ano são Franca (SP), Bebedouro (SP), Santa Cruz do Sul (RJ) e Venâncio Aires (SP), com saldos positivos de, respectivamente, 6.001, 5.080, 5.078 e 4.660 novas vagas com carteira assinada no primeiro semestre.

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Em Franca (SP), cidade que mais contratou em 2017, 77,4% dos postos de trabalho com carteira assinado abertos (+4.646) foram para atuar na indústria. Nos municípios de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, o bom desempenho também só foi possível pelas novas vagas abertas na indústria de transformação (+5.277 e +4.611, respectivamente).

Já em Bebedouro, o volume de contratações maior do que o de demissões foi guiado pelo desempenho do ramo agropecuário, que criou 5.205 postos de trabalho com carteira assinada no semestre.

Na quinta colocação entre as cidades que mais abriram postos formais no ano, a capital do Estado de Goiás acumula saldo positivo de contratações de 4.454 vagas. O resultado foi puxado pelos setores de serviços (+2.839) e construção civil (+1.667). 

Diante das informações das 50 cidades que mais contrataram do que demitiram neste ano é possível afirmar que 41,5% das admissões com carteira assinada neste ano nas localidades foram feitas pela indústria de transformação, contra 32,7% da agropecuária e 20,7% dos serviços.

Até junho, os 15 municípios que mais cortaram postos de trabalho acumularam 118.489 demissões a mais do que contratações
Até junho, os 15 municípios que mais cortaram postos de trabalho acumularam 118.489 demissões a mais do que contratações Dario Oliveira/31.10.2016/Codigo19

Demissões

Na contramão das cidades do interior, as capitais brasileiras aparecem listadas como 10 das 15 cidades que mais cortaram postos de trabalho com carteira assinada no País ao longo do primeiro semestre do ano. 

Com 42.343 vagas formais a menos, a cidade do Rio de Janeiro foi a que mais demitiu nos seis primeiros meses de 2017. O resultado é fruto do desempenho ruim dos setores de serviços (-17.380), comércio (-13.521), indústria (-5.712) e construção civil (-4.801).

Logo atrás da capital Fluminense aparecem Fortaleza (CE), Duque de Caxias (RJ), Salvador (BA) e Recife (PE), que acumulam a perda de, respectivamente, 9.412, 6.685, 6.340 e 6.322 postos de trabalho em 2017.

São Paulo (SP) figura na sexta posição entre as cidades que mais demitiram até junho, com 5.809 demissões a mais do que contratações. O saldo negativo de empregos na capital paulista foi gerado pelos desligamentos nos ramos da construção civil (-10.287) e do comércio (-9.903), que não foram revertidos nem mesmo com o bom desempenho do setor de serviços, que abriu 16.364 novos postos de trabalho no primeiro semestre.

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Completam a relação dos 15 locais que mais demitiram ao longo de 2017 as cidades de Porto Alegre (-5.566), Maceió (-5.555), Belo Horizonte (-5.022), Florianópolis (-4.872), Manaus (-4.561), Rio Largo (-4.495), Niterói (-3.923), Canaã dos Carajás (-3.851) e Macaé (-3.733).

Juntos, os 15 municípios que mais cortaram postos de trabalho em 2017 acumularam 118.489 demissões a mais do que contratações no primeiro semestre. O saldo negativo é puxado pelo desempenho do comércio (-46.572), construção civil (-28.922), indústria (-23.332) e serviços (-17.655).

O único ramo de atividades que abriu vagas com carteira assinada entre os municípios foi o agropecuário, com 216 contratações a mais do que demissões, desempenho que contou com o apoio dos saldos positivos registrados no setor pelas cidades de São Paulo (+497) e Belo Horizonte (+107).

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