Funcionário de empresa ganha em média R$ 2.480 no País. Compare salário por categoria

Setor público é quem melhor remunera os profissionais; companhias oferecem piores salários

Do R7

Estudo aponta ainda que os maiores salários médios mensais são pagos pelo setor de eletricidade e gás
Estudo aponta ainda que os maiores salários médios mensais são pagos pelo setor de eletricidade e gás Getty Images

O Brasil tinha 5,1 milhões de empresas e organizações formais ativas em 2015. Naquele ano, elas empregavam 53,5 milhões de profissionais, dos quais 46,6 milhões (87%) eram assalariados e 7 milhões (13%) possuíam a condição de sócio ou proprietário da companhia.

As informações, presentes no Cempre (Cadastro Central de Empresas), divulgado nesta quarta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam que, ao longo do ano de 2015, as remunerações totalizaram R$ 1,6 trilhão e o salário médio mensal dos trabalhadores foi de R$ 2.480,36 (compare salários conforme a área no quadro abaixo) — o equivalente a 3,14 salários mínimos do período (R$ 788).

Apesar de representar 90,4% das empresas do País, as entidades empresariais pagaram os salários médios mensais mais baixos, de R$ 2.168,45. Por outro lado, os órgãos da administração pública (0,4%) foram responsáveis pela remuneração média mensal mais alta, de R$ 3.592,33. Já as entidades sem fins lucrativos representavam 9,2% das empresas brasileiras e pagavam, em média, R$ 2.354,90.

Os dados, coletados a partir das pesquisas anuais do IBGE, do Simcad (Sistema de Manutenção Cadastral) e da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), indicam ainda que, em 2015, a administração pública absorveu 18% dos profissionais do País, 20,7% do pessoal assalariado e pagou 30,4% dos salários e outras remunerações.

Salário

O estudo aponta ainda que, em 2015, os maiores salários médios mensais foram pagos pelo setor de eletricidade e gás (R$ 6.870,31), seguido por atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 5 867,19) e órgãos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 4 648,91). A remuneração média paga pelas três áreas representa valores, respectivamente, 177%, 136,5% e 87,4%, acima da média.

No entanto, o IBGE afirma que essas atividades, apesar de pagarem salários médios mensais mais elevados, absorveram juntas somente 2,4% do pessoal ocupado assalariado do País.

Na contramão, os menores salários médios mensais foram pagos pelos setores de alojamento e alimentação (R$ 1.249,49), atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.522,75) e comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.609,10). Juntas, as três atividades que pagaram salários médios mensais menores absorveram 32,9% do pessoal ocupado assalariado.

Gênero

Ao analisar as pessoas com emprego no País por sexo, o estudo aponta que 56% dos assalariados no ano de 2015 eram homens e 44%, mulheres. Em termos salariais, os homens receberam, em média, R$ 2.708,22, e as mulheres, R$ 2.191,59. Os valores representam uma diferença salarial de 23,6%. Ou seja, naquele ano as mulheres receberam, em média, o equivalente a 81% da remuneração paga aos homens.

Na comparação com 2014, os salários médios mensais apresentaram uma queda real de 3,2%. No período, a remuneração ganha pelas mulheres caiu 2,3%, enquanto os dos homens receberam salários 3,5% menores.

Ainda em relação ao ano anterior, o levantamento aponta que o recuo de 3,6% no volume de pessoal ocupado assalariado foi ocasionado pelo menor número de homens (- 4,5%) e de mulheres (- 2,4%) no mercado de trabalho. De acordo com o IBGE, a proporção de homens decresceu 0,5 ponto percentual em 2015, enquanto houve aumento, nesta mesma proporção, na participação das mulheres.

Escolaridade

Na análise por escolaridade, a pesquisa verifica que 79,6% dos profissionais empregados em 2015 não possuía nível superior, contra 20,4% com formação superior. Em termos salariais, o pessoal ocupado assalariado com nível superior recebeu, em média, R$ 5.349,89, enquanto os profissionais sem a formação tiveram ganhos médios de R$ 1.745,62. A diferença alcança os 206,5%.

Além disso, os salários médios do pessoal ocupado assalariado sem nível superior caiu 4,3% em 2015. Ao mesmo tempo, a remuneração dos trabalhadores com diploma universitário registrou queda de 3,8%.

Por escolaridade, o pessoal ocupado assalariado com nível superior cresceu 0,4%, enquanto o pessoal sem nível superior recuou 4,5%. Consequentemente, a participação relativa do pessoal ocupado assalariado com nível superior aumentou 0,8 ponto percentual entre 2014 e 2015, passando de 19,6% para 20,4%.

Porte

De acordo com o levantamento, do total de empresas utilizadas na análise, 87,3% tinham até nove pessoas ocupadas, 10,9% contava com um número de trabalhadores entre 10 a 49 pessoas, 1,4% delas tinha de 50 a 249 colaboradores e apenas 0,4% possuía 250 ou mais profissionais.

Apesar do predomínio das instituições de menor porte na estrutura empresarial brasileira, o estudo mostra que as empresas e outras organizações com 250 pessoas ou mais foram as que ofereceram a maior remuneração média mensal (R$ 3.212,24). Por ouro lado, os menores valores foram desembolsados por aquelas com até nove pessoas ocupadas (R$ 1.324,76).

Segundo o IBGE, valores salariais pagos apresentam relação direta com o porte da companhia e as empresas e outras organizações com 250 pessoas ou mais pagaram valores 29,5% acima do salário médio mensal (R$ 2.480,36), enquanto as demais faixas pagaram salários abaixo da média.

 

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