Dois novos remédios chegam ao SUS com produção nacional da Funed
Funed produzirá medicamentos essenciais para câncer e degeneração ocular
Fala Ciência|Do R7

A Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório público de Minas Gerais, recebeu a autorização do Ministério da Saúde para iniciar a fabricação de dois medicamentos: Aflibercepte e Lenalidomida.
A medida representa um avanço importante para o SUS, garantindo tratamentos oncológicos e oftalmológicos mais acessíveis e reduzindo a dependência de medicamentos importados.
Fortalecendo a produção nacional
Os dois medicamentos serão produzidos em parceria com indústrias privadas, dentro das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), iniciativa que busca:
O Aflibercepte é indicado para tratar a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), condição que compromete a visão central de idosos. A Lenalidomida, por sua vez, é usada em casos de mieloma múltiplo e certos tipos de linfomas, oferecendo tratamento contínuo a pacientes com doenças hematológicas graves.
Importância para o SUS e para a população

A fabricação nacional desses medicamentos reduz riscos associados à importação, como atrasos logísticos ou variações cambiais, além de permitir um controle de qualidade mais rigoroso.
Com a Funed liderando a produção, o SUS terá maior capacidade de atender a demanda crescente, garantindo continuidade do tratamento para milhares de pacientes.
Vantagens da produção nacional
Além do aumento do acesso, a produção interna oferece benefícios estratégicos:
A contratação de pessoal qualificado será essencial para dar início à produção efetiva. Com a infraestrutura adequada e profissionais treinados, a Funed estará pronta para fornecer Aflibercepte e Lenalidomida em larga escala, atendendo às necessidades do SUS de forma mais eficiente.
Impacto a longo prazo
Essa iniciativa reforça o papel da Funed como laboratório público estratégico e promove maior segurança para o sistema de saúde brasileiro. O investimento na produção nacional garante que pacientes tenham acesso a tratamentos vitais, sem depender exclusivamente de importações, contribuindo para um SUS mais autônomo e resiliente.















