Mulheres enfrentam maior risco de AVC após a menopausa
Entenda os riscos cardiovasculares femininos e como preveni-los após a menopausa
Fala Ciência|Do R7

A menopausa é um período de transformações fisiológicas que impactam diretamente a saúde do coração feminino. Dados do Ministério da Saúde indicam que, no Brasil, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) provoca mais mortes entre mulheres do que homens, e o risco de doenças cardiovasculares cresce significativamente entre os 45 e 65 anos.
Embora o câncer de mama receba ampla atenção, as doenças do coração continuam sendo a principal causa de mortalidade feminina.
Transformações hormonais e o impacto no coração
Durante a menopausa, há uma redução nos hormônios femininos responsáveis pelo controle do LDL (colesterol ruim) e pelo aumento do HDL (colesterol bom). Essa alteração no perfil lipídico favorece o surgimento de aterosclerose, hipertensão e outras condições cardiovasculares.
Além disso, fatores anatômicos, como artérias coronárias menores e mais estreitas, podem gerar dor no peito mesmo na ausência de obstrução significativa.
Fatores de risco comuns e menos reconhecidos

Além das mudanças hormonais, outros fatores aumentam o risco de doenças cardíacas em mulheres:
Estratégias para prevenção eficaz
A prevenção das doenças cardiovasculares deve ser proativa e contínua. Recomendações essenciais incluem:
Monitoramento e atenção aos sinais
Observar qualquer sinal incomum é crucial para o diagnóstico precoce. Mulheres devem estar atentas a sintomas discretos, que muitas vezes diferem do padrão masculino de dor torácica intensa. O acompanhamento com profissionais de saúde qualificados é essencial para avaliação completa e estratégias personalizadas de prevenção.
A saúde cardiovascular feminina exige atenção especial durante a menopausa, uma fase marcada por mudanças hormonais e maior vulnerabilidade a doenças do coração e AVC.
Com hábitos saudáveis, monitoramento contínuo e conhecimento sobre os fatores de risco, é possível reduzir significativamente a mortalidade e melhorar a qualidade de vida nesta fase da vida.
