Conhecimento Cientifico Émile Durkheim – Quem foi, história, teorias e pensamentos

Émile Durkheim – Quem foi, história, teorias e pensamentos

Émile Durkheim instituiu as Ciências Sociais e se aprofundou no estudo sobre o funcionamento das sociedades, de modo coletivo e individual. Essa matéria Émile Durkheim – Quem foi, história, teorias e pensamentos foi criada pelo site Conhecimento Científico.

Émile Durkheim foi um dos mais importantes sociólogos da história da humanidade. Até hoje ele é reconhecido pela academia como o “Pai da Sociologia”, devido às suas inúmeras contribuições acadêmicas.

Além disso, ele foi antropólogo e filósofo. Sua principal linha de pensamento era estudar a nova sociedade que se formava após dois movimentos importantes da humanidade: a Revolução Industrial e a Revolução Francesa. Dessa forma, ele criou o conceito de fato social.

Para saber mais sobre quem foi Durkheim, quais eram suas correntes e teorias, fique ligado no texto abaixo.

Quem foi Émile Durkheim?

Seu nome completo era David Émile Durkheim, judeu nascido na França em 15 de abril de 1858. Predestinado pela família a se tornar rabino, ele foi por outro caminho. Se graduou em Filosofia pela Escola Normal Superior de Paris, em 1882.

Émile Durkheim: quem foi, história, teorias e pensamentos

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Contudo, sua paixão maior era pelos estudos sociais. Para tanto, ele criou a Sociologia Moderna, junto de Karl Marx e Max Weber. Além disso, fundou a Escola Francesa de Sociologia.

Émile se debruçou a estudar diversas outras áreas, como a própria Filosofia, Direito, Economia e Psicologia. Apesar disso, sua maior intenção era criar um campo autônomo acadêmico, que se baseasse no estudo da sociedade.

Finalmente, ele integrou o corpo de professores da Universidade de Bordéus em 1887, dando surgimento à criação da Sociologia como disciplina e ciência única. Foi, inclusive, as suas contribuições que tornaram padrão a consolidação das Ciências Sociais como área de estudo nas universidades.

Posteriormente, Émile Durkheim faleceu em 15 de novembro de 1917, aos 59 anos. Todavia, não sem antes deixar as suas contribuições para o estudo do comportamento humano, sobretudo no que rege a coletividade. Surgiu, então, o fato social, que se tornaria a sua principal teoria.

O fato social e a Sociologia

Para entender o fato social, primeiramente cabe estabelecer as razões que tornaram a Sociologia o pilar das Ciências Sociais.

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Sendo assim, ela deve ter um método próprio de fundamentação que “fuja” do senso comum, repleto de achismos e contradições.

O sociólogo tem por função compreender o comportamento da sociedade e os fatos comuns que a permeiam, seja na atualidade ou nos tempos mais remotos.

Esse fato social seria uma “coisa” (força) que atua sobre os cidadãos em qualquer circunstância ou espaço de tempo.

Em outras palavras, isso quer dizer que as sociedades sempre foram regidas por esses fatos, que atuam de modo similar. Desse modo, essas comparações permitem que os sociólogos tracem métodos científicos de observação.

Surge então o conceito de consciência coletiva, isto é, os fatos sociais defendidos por Émile Durkheim são maiores que qualquer vontade individual, estabelecendo uma ação coercitiva que “impede” um indivíduo de agir por livre e espontânea vontade.

Caso isso aconteça, ele terá que arcar com as consequências estabelecidas pelo que o sociólogo chama de formas de coesão.

As principais formas de coesão

Esse novo conceito, também idealizado por Émile Durkheim, trata sobre as regras que, universalmente, regem as sociedades, e também sobre o modo como elas se organizam a partir dessas definições. Logo, as duas formas de coesão mais importantes são a solidariedade mecânica e a solidariedade orgânica.

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A solidariedade mecânica surgiu antes do capitalismo, nas sociedades mais antigas. Nesse período, havia maior coesão social, não havia divisão social do trabalho e a forma de aplicação do direito era mais incisiva, isto é, um ato social que fugisse às regras da época deveria ser punido e julgado publicamente.

Por outro lado, a solidariedade mecânica constitui a sociedade pós criação do capitalismo, em que impera a divisão social do trabalho e a desigualdade social. Essa divisão defende que a solidariedade ocorre apenas entre aqueles que se identificam como irmãos e não entre todos.

Outras teorias de Émile Durkheim

Além desses conceitos já vistos, Émile Durkheim defendia o conceito de sociabilidade, que estava diretamente relacionado ao processo educativo.

Nesse sentido, o homem adquiriu suas mais importantes facetas de aprendizagem somente através de uma educação formal, que estimulasse a formação de ideias que o façam pertencer a um grupo. A essa sensação de pertencimento ele chamava consciência coletiva.

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Concomitantemente, a vida na cidade, e sob o poder do sistema capitalista, aniquila o processo formador identitário do ser humano, que só poderia ser retomado através da aplicação de valores morais.

Em seguida, ele traz a instituição social e a anomia como elementos definidores da Sociologia. Instituição social seria a definição dos paradigmas que norteiam a sociedade e a padronizam, instituindo a construção de grupos ricos em tradições seculares. Seriam eles a escola, família, amigos, religião, etc.

Ao contrário, a anomia seria um cenário onde não existiriam regras sociais claras, sem limites e nem valores.

Analise da obra O suicídio

Émile Durkheim, em sua obra O suicídio, de 1897, conclui que esse ato é um fato social comum às sociedades e que varia apenas em tipos e quantidade. Segundo sua visão, o suicídio poderia resultar de um ato positivo ou negativo que seria atribuído pela própria vítima.

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Assim sendo, o suicídio seria apenas considerado se realmente houvesse a intenção de morrer do indivíduo, sem considerar outros fatores atuantes. Logo, ele classificou três tipos.

O suicídio egoísta é aquele que ocorre quando o ego pessoal está acima do ego social, isto é, o individuo não suporta mais a vida e não vê motivos na sociedade para continuar.

Em segundo lugar, o suicídio altruísta seria aquele quando o ego social é maior que o pessoal. Nesse sentido, a pessoa tira a própria vida por uma ação superior a ele, em prol de uma nação ou de um objetivo que beneficie a sociedade de alguma forma. Um exemplo seria os pilotos kamikaze da Segunda Guerra Mundial.

Por último, o suicídio anômico ocorre durante o processo de anomia social, em situações de crise e guerra. Assim, as pessoas se vêm encurraladas em determinada situação insuportável e não vêm outra saída a não ser a morte que se originou a partir do caos.

E aí, gostou de saber sobre o legado de Émile Durkheim? Se sim, confira também: Nelson Mandela, quem foi? Biografia, apartheid, prisão e política

Fontes: Toda Matéria, Brasil Escola, Info Escola,

Imagens: Todo Estudo, Abrange ABC, Exame, O Blog Humanista, Treasy, São Carlos USP.

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