Jornal Ciência Revólver que Van Gogh usou em “suicídio” vai à leilão na França

Revólver que Van Gogh usou em “suicídio” vai à leilão na França

A arma de fogo da imagem, toda enferrujada, é a mesma que Vincent Van Gogh teria cometido suicídio em 1890.

Ela está à venda em uma casa de leilão, em Paris, sendo chamada de “a arma mais famosa da história da arte”, podendo ultrapassar o valor de R$ 250.000 para os interessados em adquirir o artefato.

Segundo o antiquário Trade Gazette, o leilão ocorrerá amanhã, 19 de junho e já conta com dezenas de interessados em adquirir o objeto.

História: quem puxou o gatilho?

Os especialistas em arte e historiadores concordam que uma bala foi disparada no peito do pintor quando ele tinha 37 anos de idade, falecendo dois dias depois, ao norte de Paris, em julho de 1890.

A arma que teria sido a que Van Gogh usou para cometer suicídio, foi encontrada 75 anos depois, por um agricultor, próximo da aldeia agrícola francesa chamada Auvers-sur-Oise, onde o pintor faleceu.

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Theo van Gogh, irmão do pintor, foi testemunha de suas últimas palavras no leito de morte. Foto: Divulgação 

Os registros históricos mostram que, 30 horas antes do falecimento, Van Gogh, de acordo com seu irmão Theo, teria dito apenas a frase: “A tristeza vai durar para sempre”.

Suicídio ou assassinato?

Dois biógrafos argumentaram em 2011 que Van Gogh não teria cometido suicídio. Para Gregory White Smith e Steven Naifeh, o autor do “assassinato” teria sido René Secrétan, um adolescente de 16 anos à época que disparou a arma por acidente.

Na biografia “Van Gogh: The Life”, a amizade do adolescente e seu irmão Gaston, com o pintor, foi ressaltada quando o mesmo foi pintar em Auvers.

Ao ser ferido, Van Gogh teria tido um gesto altruísta e generoso: resolveu não acusar seu amigo, e disse que atirou em si mesmo, evitando que o adolescente fosse acusado de homicídio, de acordo com afirmação publicada na revista Vanity Fair.

A arma

O leilão em paris levará à venda um revólver Lefaucheux 7 mm, fabricado na Bélgica. À época, era uma pistola muito comum e popular.

Especula-se que Van Gogh morreu lentamente porque a arma em questão tinha baixo poder de fogo e não feria gravemente ou de modo explosivo quem era atingido.

Van Gogh teria voltado para seu hotel, cambaleando, com a bala no peito.