Importadas Senado dos EUA questiona redes sociais sobre uso de algoritmos

Senado dos EUA questiona redes sociais sobre uso de algoritmos

Pesquisadores criticam uso de inteligência artificial para selecionar conteúdos como teorias de conspiração e informações enganosas

Algoritmo das redes sociais

Senado norte-americano questiona rede sociais sobre algoritmos e inteligência artificial

Senado norte-americano questiona rede sociais sobre algoritmos e inteligência artificial

Kacper Pempel/Reuters

Um painel do Senado norte-americano questionou nesta terça-feira (26) como grandes empresas de mídia social como Facebook e Alphabet, dona do Google, usam algoritmos e inteligência artificial para fornecer novos conteúdos para manter os usuários engajados.

O subcomitê de Comércio, Tecnologia e Inovação do Senado ouviu pesquisadores que criticaram o uso de inteligência artificial para selecionar conteúdo para os usuários. Os senadores disseram que grande parte desse conteúdo são teorias de conspiração, pontos de vista partidários e informações enganosas no YouTube, no Facebook e em outros sites.

O Congresso dos EUA passou meses debatendo novas medidas de proteção de privacidade para usuários online que poderiam restringir a capacidade das empresas de mídia social de usar dados pessoais para fazerem recomendações de conteúdo e questionar se as empresas protegem adequadamente as crianças.

O senador Brian Schatz, principal democrata do subcomitê, disse que as empresas de mídia social usam "algoritmos que nos alimentam com um fluxo constante de conteúdo cada vez mais extremo e inflamatório" e devem ser mais transparentes e responsabilizados por eles.

Maggie Stanphill, diretora de experiência de usuários no Google, disse que a empresa ouviu as preocupações dos senadores sobre o sistema de recomendações do YouTube.

O YouTube reduziu as recomendações de conteúdo disseminando "desinformação prejudicial" e, como resultado, o "número de visualizações que esse tipo de conteúdo recebe vindos de recomendações caiu mais de 50% nos EUA".

Tristan Harris, co-fundador e presidente-executivo do Center for Humane Technology e ex-especialista em design do Google, disse que as empresas de mídia social têm muito poder e usam ferramentas semelhantes a máquinas caça-níqueis para manter as pessoas engajadas. "Você tem um supercomputador apontado para o seu cérebro."