Internacional Acusado de assédio, governador de Nova York diz que não irá renunciar

Acusado de assédio, governador de Nova York diz que não irá renunciar

Três mulheres já acusaram publicamente o democrata Andrew Cuomo de assédio sexual e condutas inapropriadas

  • Internacional | Do R7, com AFP

Cuomo também é acusado de reter número de mortes de covid-19 no Estado

Cuomo também é acusado de reter número de mortes de covid-19 no Estado

Seth Weng / Pool via AFP - 22.2.2021

O governador de Nova York (EUA), Andrew Cuomo, disse nesta quarta-feira (3) que não irá renunciar ao cargo, após ser acusado de assédio sexual por três mulheres, duas das quais trabalharam para ele recentemente.

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"Não vou renunciar", disse Cuomo, em sua primeira entrevista coletiva após a divulgação das acusações, que vieram a público desde a semana passada.

O governador democrata pediu desculpas por sua conduta e pediu aos moradores do estado de Nova York "que esperem o resultado da investigação da promotora-geral estadual antes de formar sua opinião" sobre o corrido.

"Agi de uma maneira que fez com que as pessoas se sentisse incomodadas, mas não foi intencional", afirmou Cuomo, de 63 anos. "Me sinto horrível com tudo isso e estou francamente envergonhado", disse ele, com olhos marejados de lágrimas e voz trêmula.

"Nunca toquei nenhuma pessoa de maneira inapropriada", ressaltou ele. "Certamente nunca tive intenção de ofender, prejudicar ou causar dor a alguém". O governador disse que irá cooperar "totalmente" com a investigação independente que será feita pela procuradora-geral do estado, Letitia James.

Declínio de Cuomo

O escândalo fez Cuomo cair em desgraça nas últimas semanas. No ano passado, ele se ganhou muito destaque nos EUA por sua atuação no combate à pandemia de covid-19 em Nova York, um dos estados mais afetados no primeiro semestre.

Vários analistas acreditavam que ele iria formar parte do governo do presidente Joe Biden após o fim do ano que vem, quando acaba seu mandato, mas agora muitos membros de seu partido pedem sua renúncia.

Cuomo já vinha sendo alvo de críticas por ter retido informações sobre o número de mortes por coronavírus nas casas de repouso para idosos de Nova York. Na segunda-feira, ele autorizou formalmente que seja investigado, depois que duas ex-funcionárias o acusaram de condutas inapropriadas.

Horas depois, outra mulher, Anna Ruch, de 33 anos, que ao contrário das outras denunciantes nunca trabalhou com o governador, disse ao New York Times que durante um casamento em 2019, Cuomo colocou a mão em seu ombro e quando ela tirou, segurou seu rosto com as duas mãos e perguntou se poderia beijá-la.

"Estava tão confusa, chocada e envergonhada", disse ela ao jornal. "Que só virei a cabeça e fiquei sem palavras".

Políticos democratas e republicanos se uniram às denunciantes e associações contra o assédio contra o assédio para exigir a saída do governador, cujo terceiro mandato termina no fim de 2022. Em teoria, Cuomo poderia se candidatar mais uma vez para um quarto período de 4 anos.

"Se essas acusações estiverem certas, ele não pode governar" disse na terça o prefeito da cidade de Nova York, Bill de Blasio, também do Partido Democrata e um antigo rival de Cuomo.

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