Internacional Acusar Moscou de ciberguerra contra EUA é 'ridículo', diz Putin

Acusar Moscou de ciberguerra contra EUA é 'ridículo', diz Putin

Presidente criticou forma como americanos acusaram Rússia de crimes e não apresentaram provas para contra o país

AFP
Acusar Moscou de ciberguerra contra EUA é 'ridículo', diz Putin

Acusar Moscou de ciberguerra contra EUA é 'ridículo', diz Putin

Sputnik/Sergei Ilyin/Kremlin via REUTERS - 9.6.2021

O presidente russo, Vladimir Putin, considerou "ridículas" as acusações de que Moscou está por trás dos ciberataques contra os Estados Unidos e se mostrou disposto a negociar uma troca de prisioneiros com Washington - conforme entrevista dada à emissora NBC e transmitida nesta segunda-feira (14), dois dias antes da cúpula com seu homólogo Joe Biden.

O presidente dos Estados Unidos irá ao encontro de quarta-feira (16) em Genebra, depois de se reunir com seus aliados do G7, da União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e em um momento em que a tensão entre Washington e Moscou está em seu nível mais alto em anos.

Putin pediu "previsibilidade e estabilidade" nas relações russo-americanas, afirmando que é "algo que não vimos nos últimos anos", enquanto descreveu o ex-presidente Donald Trump como "extravagante" e um "indivíduo talentoso".

Ao ser questionado sobre se a Rússia estava travando uma "guerra cibernética" contra os Estados Unidos, Putin respondeu: "Onde estão as provas? Isso está ficando ridículo".

"Fomos acusados de todo o tipo de coisa: interferência eleitoral, ataques cibernéticos, etc.. E nem uma única vez, nenhuma, eles se preocuparam em apresentar qualquer tipo de evidência, ou prova, apenas acusações infundadas", acrescentou.

Empresas americanas, incluindo uma grande rede de gasodutos, foram atingidas por ataques cibernéticos nos últimos meses, muitas vezes forçando fechamentos temporários até o pagamento de resgates.

Troca de prisioneiros

Putin também disse estar aberto à possibilidade de uma troca de prisioneiros com os Estados Unidos. O assunto está na agenda do encontro bilateral.

Washington pretende abordar qualquer negociação de troca de prisioneiros de forma individual, incluindo o ex-marine (fuzileiro naval) Paul Whelan, condenado a 16 anos de prisão na Rússia por espionagem. 

Whelan pediu a Biden que organize uma troca de prisioneiros e, em uma entrevista recente, declarou ter sido vítima da "diplomacia de reféns".

Outro cidadão americano, Trevor Reed, foi condenado a nove anos de prisão em 2020 por agredir policiais russos, quando estava embriagado. 

Já Moscou pode contemplar o retorno do notório traficante de armas russo Viktor Bout, preso nos Estados Unidos, bem como do piloto e suposto traficante de drogas Konstantin Iaroshenko.

No entanto, a Casa Branca foi rápida em descartar a ideia de uma troca de "cibercriminosos" depois que Biden pareceu aberto a essa possibilidade em uma entrevista coletiva após a reunião do G7 na Inglaterra.

"Não está dizendo que vai trocar criminosos cibernéticos com a Rússia", esclareceu o assessor de segurança nacional Jake Sullivan.

"Estava falando sobre responsabilidades e a ideia de que os países responsáveis deveriam ser responsabilizados... não abrigando cibercriminosos e trazendo os cibercriminosos à justiça."

Questionado sobre a repressão à oposição em seu país, Putin disse: "Você apresenta isso como dissidência e intolerância em relação à dissidência na Rússia (...) Nós vemos isso de uma maneira completamente diferente".

Sobre o preso Alexei Navalny, o presidente russo disse que "não será tratado pior do que ninguém".

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