Internacional Advogado diz temer por vida de Assange em extradição para os EUA

Advogado diz temer por vida de Assange em extradição para os EUA

Equador suspendeu asilo que tinha concedido ao ativista australiano em 2012, em Londres, e revogou a nacionalidade equatoriana garantida em 2017

  • Internacional | Da EFE

Ativista teve asilo político cancelado nesta quinta-feira

Ativista teve asilo político cancelado nesta quinta-feira

11.04.2019

Carlos Póveda, advogado equatoriano de Julian Assange, disse nesta quinta-feira (11) que teme pela vida do ativista se ele for extraditado para os Estados Unidos, após a ordem de captura e extradição apresentada contra ele no Reino Unido e o cancelamento de sua condição de asilado.

Em declarações feitas nesta quinta-feira na Assembleia Nacional do Equador, durante uma sessão à qual o ministro de Relações Exteriores, José Valencia, compareceu para dar explicações sobre o caso Assange, Póveda afirmou que pediu a intervenção da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) contra o Estado equatoriano.

"Estamos muito preocupados com as decisões do governo equatoriano", disse Póveda, que faz parte da equipe internacional de advogados, que é liderada pelo ex-juiz espanhol Baltasar Garzón.

O Equador suspendeu nesta quinta-feira o asilo que tinha concedido ao ativista australiano em 2012 por violação do protocolo de convivência na embaixada e também revogou a nacionalidade equatoriana que Assange tinha desde dezembro de 2017.

"Nós já tínhamos advertido anteriormente, por isso apresentamos no sábado a ação de proteção de Julian Assange", afirmou o advogado, ao se referir a um processo contra o Equador que ele apresentou na CIDH para que esta impedisse qualquer decisão nesse sentido.

"Neste momento, a Comissão Interamericana está analisando a reabertura (do caso) diante de um evento consumado que é a saída de Assange da embaixada equatoriana em Londres", assinalou Póveda.

A equipe de defesa de Assange também tinha exigido no fim de semana passado que o Equador "confirmasse" ou "negasse" se estava "revisando o procedimento de asilo", mas não obteve resposta a seu requerimento.

"Até agora, ainda não foi entregue a resolução sobre o cancelamento do asilo e também não temos a resolução da revogação da nacionalidade equatoriana para Assange", explicou o advogado ao queixar-se que não obteve permissão para "fazer a devida defesa" do ativista.

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