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Internacional África do Sul chega a meio milhão de casos de coronavírus

África do Sul chega a meio milhão de casos de coronavírus

País é o mais afetado pela pandemia no continente africano e 5º colocado em números de infecções no mundo. África tem quase 1 milhão de casos

  • Internacional | Da EFE

África do Sul chega a meio milhão de casos de coronavírus

África do Sul chega a meio milhão de casos de coronavírus

Siphiwe Sibeko/Reuters - 31.7.2020

A África do Sul, o país africano mais atingido pela pandemia do coronavírus e o quinto colocado em número de casos em todo o mundo, ultrapassou a marca de 500 mil infecções e tem mais de 8 mil mortes por Covid-19, enquanto o continente se aproxima de 1 milhão de óbitos e de 20 mil óbitos.

De acordo com os dados divulgados neste sábado pelo governo sul-africano, o país teve até agora 503.290 infecções, e vírus já deixou 8.153 vítimas, enquanto 342.461 pessoas se recuperaram. Atualmente, em todo o planeta, somente Estados Unidos, Brasil, Índia e Rússia registram dados piores.

"Nossa taxa de recuperação é atualmente de cerca de 68%, a taxa de mortalidade - que é o número de mortes comparado ao número total de pessoas infectadas - ainda está em 1,6%, o que é significativamente inferior à média global", declarou o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

"Embora a África do Sul tenha o quinto maior número de casos no mundo, somos apenas o 36º país com o maior número de mortes per capita. Por isso, devemos agradecer nossos profissionais de saúde e nossos tratamentos inovadores", acrescentou.

No entanto, o excesso de mortes nas últimas semanas sugere que muitos milhares de óbitos relacionadas à covid-19 podem estar escapando da contagem oficial.

Entre 6 de maio e 21 de julho, segundo estudos do Conselho Sul-Africano de Pesquisa Médica (SAMRC), houve cerca de 22 mil mortes a mais do que normalmente teria sido projetado com base nas tendências históricas, e o tempo e a localização geográfica deixam poucas dúvidas sobre uma relação direta com a pandemia.

A maioria das infecções é registrada na província de Gauteng, considerada o coração político e econômico do país porque é onde estão localizadas Johanesburgo e Pretória. Contudo, a Presidência acredita que o crescimento de novos casos está se estabilizando, após um aumento excessivo nas últimas duas semanas.

Pelo lado positivo, a pandemia está começando a dar um alívio à cidade turística da Cidade do Cabo, que permaneceu durante os primeiros meses da crise sanitária como o grande epicentro do coronavírus no continente africano.

Apesar do número de casos, país tem baixa taxa de mortalidade, dizem autoridades

Apesar do número de casos, país tem baixa taxa de mortalidade, dizem autoridades

Mike Hutchings/Reuters - 21.7.2020

Mais da metade dos casos na África

Com esses números, a África do Sul continua sendo o principal foco da covid-19 na África, um continente que, embora esteja começando a ver uma aceleração da pandemia, durante os primeiros meses viveu um avanço notavelmente mais lento do que o resto do mundo.

Isso se deveu em grande parte a medidas rigorosas tomadas desde o início, como o fechamento de fronteiras e uma quarentena rigorosa, apesar de poucos contágios terem sido registrados.

Mesmo assim, a África tem agora 945.092 casos, 19.972 mortes e 600.713 pacientes recuperados, de acordo com os últimos dados dos governos do continente coletados pela Agência Efe e informações tabuladas pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

Isso significa que a África do Sul acumula 53% das infecções no continente, apesar de concentrar menos de 5% de sua população e de ter imposto, como seus vizinhos, medidas preventivas duras nos primeiros meses para tentar preparar o sistema de saúde.

Economia em crise

Ramaphosa afirmou em carta à nação, publicada durante a semana, que os últimos indicadores econômicos mostram um declínio "dramático" na atividade econômica. O país está em recessão desde o ano passado, com taxas de desemprego de cerca de 30%, e prevê uma retração econômica de 7,2% neste ano, a pior em quase um século, de acordo com as previsões do governo.

O déficit e os níveis de endividamento deverão aumentar em 2020, agravado pela corrupção, um problema endêmico que impede que recursos escassos cheguem aonde são necessários, incluindo a luta contra o vírus.

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