Novo Coronavírus

Internacional África passa de 1 milhão de casos de covid, em alerta por falta de testes

África passa de 1 milhão de casos de covid, em alerta por falta de testes

Essas infecções representam cerca de 5% do total mundial, em uma região com sistemas de saúde vulneráveis e cerca de 1,3 bilhão de habitantes 

  • Internacional | Da EFE

A região quebrou a marca na noite de quinta-feira (6)

A região quebrou a marca na noite de quinta-feira (6)

Kim Ludbrook - EFE/EPA 07.08.2020

A África tenta parar a expansão da covid-19 após mais de um milhão de infecções, mais da metade na África do Sul, mas a falta de evidências em muitos países nos faz temer que esses dados sejam apenas o "pico do iceberg" da pandemia no continente.

A região, que quebrou essa marca na noite de quinta-feira (6), registra 22.066 mortes, 1.007.366 casos e 690.436 pessoas curadas após registrar seu primeiro contágio em 14 de fevereiro no Egito, conforme relatado hoje pelo CDC África (Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África), organismo da União Africana.

VEJA TAMBÉM: Mundo atinge marca de 19 milhões de casos de covid-19

Essas infecções representam cerca de 5% do total mundial, em uma região de cerca de 1,3 bilhão de habitantes caracterizada por seus sistemas de saúde vulneráveis, mas que, até o momento e com as estatísticas oficiais disponíveis, permanece de longe o continente menos punido pelo coronavírus.

África do Sul, epicentro africano da covid-19

África do Sul concentra 50% dos casos no continente

África do Sul concentra 50% dos casos no continente

Siphiwe Sibeko - EFE/EPA 08.07.2020

De fato, cinco países dos 55 estados membros da União Africana representam 75% dos casos, atualmente concentrados nas grandes cidades: África do Sul (mais de 50%), o epicentro africano e o quinto país mais infectado do mundo; Egito (mais de 9,5% dos casos no continente), Nigéria (4,5%), Gana (cerca de 4%) e Argélia (pouco mais de 3%).

Esses cinco países também acumulam mais de 75% das mortes provocadas pelo novo coronavírus na região.

Na linha de frente da batalha contra o coronavírus, a pandemia infectou mais de 15.000 profissionais de saúde no continente, segundo o CDC africano, embora a OMS (Organização Mundial da Saúde) calcule que os afetados sejam cerca de 35.000, dos quais 24.000 trabalham na África do Sul.

Com pouquíssimas infecções, os países africanos adotaram medidas drásticas de saúde pública e sociais desde o início, incluindo toque de recolher, fechamento de fronteiras e confinamentos, conscientes da fragilidade de seus hospitais.

Casos dobraram após reabertura

No mês passado, no entanto, o número de casos quase dobrou depois de países como Quênia, África do Sul, Nigéria, Uganda ou Egito facilitarem medidas de contenção para conter o vírus, a fim de facilitar suas economias atingidas com força pelo covid-19.

"No momento em que os governos estão facilitando as medidas de contenção, existe a consciência de que teremos que conviver com esse vírus por algum tempo", disse o diretor regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, em entrevista coletiva nesta quinta-feira.

"À medida que os países abrem fronteiras", enfatizou Moeti, "surgem desafios para detectar e gerenciar casos importados e manter a intensidade das medidas de saúde pública enquanto as atividades econômicas são retomadas".

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