Internacional África supera os 400 mil casos e 10 mil mortes por coronavírus

África supera os 400 mil casos e 10 mil mortes por coronavírus

Egito e África do Sul são os países que registram mais óbitos, com 2.953 e 2.657, respectivamente, de acordo com os últimos dados oficiais

65% dos casos estão concentrados na África do Sul, Gana, Egito e Nigéria

65% dos casos estão concentrados na África do Sul, Gana, Egito e Nigéria

Kim Ludbrook - EFE/EPA 01.07.2020

O continente africano superou nesta quarta-feira as marcas de 400 mil casos e 10 mil mortes por covid-19, com 65% das infecções concentradas em quatro países: África do Sul (151.209), Egito (68.311), Nigéria (25.133) e Gana (17.741).

Da mesma forma, Egito e África do Sul são os países que registram mais óbitos, com 2.953 e 2.657, respectivamente, de acordo com os últimos dados oficiais de ontem, seguidos pela Argélia com 912, Nigéria com 573 e Sudão com 572.

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Nas últimas semanas, a taxa de infecções aumentou no continente, tendo demorado 98 dias para chegar a 100 mil casos desde que o primeiro contágio foi detectado em fevereiro, no Egito, em comparação aos nove dias que foram suficientes para aumentar o número de casos de 300 mil para 400 mil em junho.

Uma imagem que, de acordo com várias opiniões, poderia até estar longe da extensão real dessa pandemia, dado o grande número de portadores assintomáticos e a incapacidade de muitos governos, como Somália, Sudão do Sul ou Tanzânia, de realizar testes maciços entre sua população.

Esse avanço significativo ocorre quando muitos países africanos - que impuseram rigorosas medidas de restrição de circulação, confinamento e toque de recolher por vários meses - estão lentamente reabrindo suas economias na tentativa de mitigar seus efeitos devastadores.

Além disso, é difícil prolongar algumas restrições na África Subsaariana, onde mais de 66% da força de trabalho pertence ao setor informal, de acordo com dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), obrigando uma grande parte da população a sair para diariamente para a rua.

"As ações rápidas e precoces dos países africanos ajudaram a manter os números baixos, mas é necessária vigilância constante para impedir que a covid-19 ponha em colapso nos centros de saúde", a diretora regional do Organização Mundial de Saúde (OMS) para a África, Matshidiso Moeti.

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