Albert II da Bélgica se submeterá a exame de DNA exigido pela Justiça

Teste de paternidade foi reivindicado pela suposta filha ilegítima. Ex-monarca foi ameaçado de pagar multa por cada dia que passasse sem realizar exame

Albert II terá que fazer teste de paternidade

Albert II terá que fazer teste de paternidade

21.07.13/ AP Photo/Ezequiel Scagnett

Albert II, que ocupou o trono da Bélgica de 1993 até abdicar em favor de seu filho Philippe em 2013, vai se submeter a um exame de DNA reivindicado por sua suposta filha ilegítima, Delphine Boël, para comprovar a paternidade, informou nesta terça-feira (28) o advogado do antigo monarca, Guy Hiernaux.

 "Depois de tomar conhecimento da sentença da Corte de Apelação de Bruxelas de 16 de maio, em respeito à instituição judicial, o rei Albert decidiu se submeter ao exame ordenado", disse Hiernaux em um comunicado.

O advogado especificou que o mesmo tribunal decidiu que as conclusões do exame "continuarão estritamente confidenciais, até segunda decisão da Justiça".

A Corte de Apelação de Bruxelas ameaçou em maio obrigar Albert II a pagar 5 mil euros de multa para cada dia que passasse sem se submeter ao exame.

Além disso, em 25 de outubro do ano passado, a Corte de Apelação da capital sentenciou que o homem que até então era considerado o pai biológico de Delphine Böel, Jacques Boël, não o é.

O tribunal solicitou a um hospital bruxelense que realizasse em três meses uma avaliação genética que permitisse estabelecer ou descartar o vínculo de paternidade entre Delphine e Albert II.

Delphine Böel apresentou sua primeira reivindicação de paternidade ao antigo chefe do Estado belga em 2013.

A existência desta suposta descendente veio à tona em 1999, como consequência da publicação de uma biografia não autorizada da rainha Paola, esposa de Albert II.