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Internacional Alemanha eliminará teste obrigatório para áreas de risco 

Alemanha eliminará teste obrigatório para áreas de risco 

Pessoas que entrarem na Alemanha, vindas de áreas de risco, não terão mais que se submeter a exames, mas devem ser colocadas em quarentena

  • Internacional | Da EFE

Ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn

Ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn

Felipe Trueba - EFE/EPA 26.08.2020

O ministro da Saúde Alemã, Jens Spahn, anunciou nesta quarta-feira (26) que depois do verão, as pessoas que entrarem na Alemanha provenientes de áreas de risco não terão mais que se submeter a exames obrigatórios, mas devem ser colocadas em quarentena para evitar possíveis infecções caso tenham sido infectadas pelo coronavírus.

Em declarações à imprensa, Spahn destacou que com um baixo índice de infecção na Alemanha, foi correcto introduzir no período de verão o teste obrigatório - que é realizado gratuitamente em aeroportos, estações ferroviárias, rodovias e centros de saúde - para viajantes que retornam de áreas consideradas de alto risco para evitar um possível aumento de infecções.

Após o esforço feito no período de férias para oferecer exames complementares, será hora de voltar ao regime anterior e reservar os exames para pessoas com sintomas ou que já estiveram em contato com pacientes infectados, bem como médicos, cuidadores e dependentes. disse.

O ministro considerou "aceitável" para todos os que viajam para áreas de risco após o período de férias a reintrodução do regime de quarentena.

"A pessoa que viaja conscientemente para uma área de risco sabe em que circunstâncias e com quais consequências", disse ele.

Nesse sentido, a situação depois do verão é diferente da da temporada de verão, assinalou, e deu como exemplo o caso da Espanha, onde a recomendação de não viajar para aquele país surpreendeu os turistas quando já se encontravam naquele país.

A situação pode sair do controle

É significativo que o número de infecções tenha aumentado fortemente em poucas semanas em países que fizeram um grande esforço "com medidas ainda mais duras" do que na Alemanha, onde a paralisação da vida pública foi parcial, disse Spahn.

"Precisamente o que aconteceu na Espanha e em outros países, incluindo destinos comuns para o turismo alemão, mostra como rapidamente a situação pode sair do controle mesmo com o vírus sob controle", acrescentou.

Por isso, foi correcto efectuar exames complementares aos viajantes, disse o ministro, o que também permitiu observar que a idade média das infecções continuou a diminuir e actualmente é de 32 anos.

Com isso, o número de exames realizados praticamente dobrou, passando de 400 mil a 500 mil para mais de 900 mil na semana passada.

O oficial de saúde alemão alertou, porém, que os recursos dos laboratórios, que podem realizar em média 1,2 milhão de exames por semana, são "finitos".

Com o fim das férias nos estados federais de Baden-Württenberg e Baviera em meados de setembro, de acordo com o calendário escolar escalonado, o risco dos viajantes é reduzido, pois a mobilidade também muda, afirmou.

Por outro lado, o risco aumenta dentro da Alemanha com o reinício do ano letivo e o retorno normalizado às escolas, acrescentou.

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