Rússia x Ucrânia

Internacional Alemanha fornecerá 2.700 mísseis adicionais à Ucrânia

Alemanha fornecerá 2.700 mísseis adicionais à Ucrânia

Segundo denúncia de revista alemã, parte desses armamentos não é mais utilizável por ser da época da Alemanha Oriental

AFP
Carregamento alemão deve chegar em breve à Ucrânia

Carregamento alemão deve chegar em breve à Ucrânia

Torstein Bøe/NTB/AFP - 03.03.2022

A Alemanha aumentará o fornecimento de armas à Ucrânia após a invasão russa, com o envio de 2.700 mísseis antiaéreos adicionais, informou nesta quinta-feira (3) à AFP uma fonte do governo.

"O governo alemão aprovou um novo apoio à Ucrânia", com o fornecimento de mísseis antiaéreos do tipo Strela, de fabricação soviética, que procedem dos estoques do Exército da ex-Alemanha Oriental, antes da reunificação, em 1990", afirmou a fonte.

Segundo a edição do próximo sábado da revista semanal Der Spiegel, que cita um relatório confidencial das Forças Armadas alemãs, um quarto desses mísseis não é utilizável, por ser muito antigo. O Exército alemão começou a se desfazer desses projéteis em 2014 e, desde então, tem como pendência entregá-los a uma empresa especializada, para que os destrua.

Os mísseis são mantidos em caixas de madeira mofadas a ponto de os soldados terem que usar equipamentos de proteção para inspecioná-los, disse a publicação.

Nos últimos dias, o Ministério da Defesa da Alemanha entregou a Kiev 18 mil capacetes militares adicionais, que se somam a uma primeira remessa, de 5.000 unidades.

No sábado (26), Berlim já havia autorizado o envio a Kiev de 500 mísseis antiaéreos do tipo Stinger, 1.400 lança-foguetes antitanque e nove obuses, a maioria dos quais já chegou à Ucrânia.

A decisão é uma mudança na política alemã do pós-guerra, que proibia a exportação de armas letais a zonas de conflito, devido ao passado nazista. Como justificativa para a mudança, o chanceler alemão, Olaf Scholz, citou a necessidade criada pela invasão russa da Ucrânia, a qual obriga Berlim a repensar suas prioridades.

A Alemanha também anunciou um aumento dos gastos militares, com 100 bilhões de euros (cerca de R$ 555 bilhões) liberados imediatamente para modernizar suas Forças Armadas e o aumento no orçamento de defesa nos próximos anos.

Os obuses enviados à Ucrânia também são de fabricação soviética e provêm do Exército da antiga Alemanha Oriental.

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