Internacional América Central se prepara para possível onda de migração aos EUA

América Central se prepara para possível onda de migração aos EUA

Autoridades da região elaboram plano para conter milhares de pessoas que podem tentar cruzar a fronteira ilegalmente

São esperados migrantes da América Central, Ásia e África

São esperados migrantes da América Central, Ásia e África

JOSE LUIS GONZALEZ/REUTERS

Os países da América Central estão preparando um plano para enfrentar uma possível onda de migração de haitianos, cubanos, asiáticos e africanos que buscam entrar irregularmente nos Estados Unidos, informou nesta sexta-feira (19) uma fonte guatemalteca.

O diretor-geral de Migração da Guatemala, Guillermo Díaz, informou aos jornalistas que eles estão elaborando uma proposta para fazer frente ao fluxo migratório que pode ocorrer nas próximas semanas.

Acrescentou que a iniciativa deve ser apresentada na próxima segunda-feira (22) em um debate regional com autoridades dos países que compõem a Comissão Centro-Americana de Diretores de Migração.

Segundo a autoridade, os migrantes chegariam do Peru pela área de Darien, no Panamá, para cruzar a América Central até o México.

"Foram obtidas informações sobre a probabilidade desses fluxos migratórios chegarem à Guatemala, informações extraoficiais, por isso as autoridades de migração da região já se preparam para lidar com isso", explicou.

Díaz reconheceu que a migração é um direito, mas deve ser realizada de maneira segura, ordenada e regular.

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Milhares de migrantes de vários países tentaram chegar aos Estados Unidos de forma irregular, fugindo da pobreza e da violência.

Em meados de janeiro, policiais e soldados da Guatemala dissolveram à força uma caravana de milhares de migrantes hondurenhos, incluindo centenas de crianças, que invadiram a fronteira do país sem apresentar documentos ou exame negativo para covid-19, exigidos pelo governo.

As forças de segurança agiram por ordem do presidente Alejandro Giammattei, que determinou que interrompesse o avanço dos migrantes por causa dos riscos perante a pandemia do novo coronavírus, que já causou 170.275 casos e 6.220 mortes na Guatemala.

Nessa caravana, cerca de 7 mil pessoas conseguiram entrar no país e a maioria foi devolvida a Honduras, segundo dados oficiais da Guatemala, que criticou seu vizinho por não evitar a saída dos migrantes.

Uma semana depois de eles serem devolvidos, diplomatas dos Estados Unidos, México e Guatemala alertaram que as fronteiras seriam fechadas para a passagem de outras caravanas.

Desde outubro de 2018, a migração irregular da América Central para os Estados Unidos deu uma guinada com a saída de caravanas de milhares de pessoas, principalmente do norte de Honduras, apesar das políticas anti-imigração impostas durante o governo do ex-presidente americano Donald Trump (2017-2021).

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