Internacional Americanos da Virgínia vão às urnas para eleger governador

Americanos da Virgínia vão às urnas para eleger governador

Eleição muito acirrada é vista como um grande teste para o projeto político do presidente Joe Biden

AFP
Placas de campanha para o democrata Terry McAuliffe e para o republicano Glenn Youngkin são colocadas juntas nas eleições da Virgínia

Placas de campanha para o democrata Terry McAuliffe e para o republicano Glenn Youngkin são colocadas juntas nas eleições da Virgínia

Joshua Roberts/Reuters - 30.10.2021

O estado da Virgínia vota, nesta terça-feira (2), para eleger seu governador, em uma eleição muito acirrada que é vista como um grande teste para o projeto político do presidente americano Joe Biden.

Indicador dos partidos para as eleições de meio de mandato no próximo ano, a distância entre o ex-governador democrata Terry McAuliffe e o magnata republicano Glenn Youngkin diminuiu nas últimas semanas. 

"O resultado desta corrida dependerá da participação", disse McAuliffe a seus eleitores na última segunda-feira. 

"Os republicanos estão animados para escolher o seu cara e agora, com Donald Trump animando sua base de extremistas, Glenn Youngkin sabe que terá um resultado forte amanhã", acrescentou. 

Uma vitória de McAuliffe reacenderia as aspirações dos democratas em Washington de promover os pacotes de bem-estar e infraestrutura, pilares da estratégia de Biden para transformar a economia. 

Em contrapartida, os moderados do partido veriam uma derrota na Virgínia como um aviso do eleitorado para abrandar o histórico plano de gastos de US $ 3 trilhões do presidente.

Do lado republicano, uma derrota de Youngkin poderia provocar um questionamento da lealdade até então indiscutível ao ex-presidente Trump, que perdeu na Virgínia por 10 pontos.

Em sua tentativa de retornar ao cargo que ocupou há quatro anos, McAuliffe deve superar a tendência do partido presidencial de perdas durante o primeiro mandato.

Youngkin precisou equilibrar sua lealdade ao ex-presidente e suas falsas proclamações de fraude nas eleições presidenciais, tentando marcar distância para se concentrar em questões da "guerra cultural", como aborto, máscaras obrigatórias ou o ensino de história racial.

"É o momento de o povo da Virgínia reverter essa agenda esquerdista, liberal e progressista", disse o ex-banqueiro  de 54 anos em um comício na capital do estado, Richmond, na segunda-feira.

Trump não participou pessoalmente da campanha, embora tenha lançado um ataque contra McAuliffe na segunda.

Já o democrata recebeu apoio de figuras do partido, como o presidente Joe Biden e a primeira-dama Jill Biden, e o ex-presidente Barack Obama.

O democrata de 64 anos tinha uma vantagem de sete pontos que vem diminuindo e, de acordo com o site de análise política FiveThirtyEight, agora é Youngkin quem lidera por um ponto. 

Se as pesquisas estiverem certas, os especialistas acreditam que pode levar dias para proclamar um vencedor.

Na campanha eleitoral, McAuliffe recordou sua experiência no cargo e a criação de empregos que impulsionou após a crise financeira de 2008, e tentou transformar a eleição em um referendo contra Trump. 

Em um comício com o candidato na semana passada, o presidente Biden descreveu Youngkin como "um acólito de Donald Trump" e advertiu que o extremismo "pode se apresentar com um sorriso".

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