Internacional Antes de chegar ao Brasil, secretário-geral da ONU afirma que líderes devem escutar seus povos

Antes de chegar ao Brasil, secretário-geral da ONU afirma que líderes devem escutar seus povos

Para Ban Ki-moon, manifestações ocorrem porque o mundo está mudando muito rapidamente

Antes de chegar ao Brasil, secretário-geral da ONU afirma que líderes devem escutar seus povos

Ban Ki-moon estará no Brasil para a abertura da Copa

Ban Ki-moon estará no Brasil para a abertura da Copa

AFP PHOTO / VALERY HACHE

Em um mundo cada vez mais conturbado pelos protestos democráticos ou a favor de democracias mais autênticas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, recomendou aos líderes mundiais "escutar atentamente" as "queixas" de seus povos.

"Vimos muitas queixas e protestos de muitos povos que saíram às ruas para expressar suas frustrações e aspirações", declarou Ban em entrevista exclusiva à Agência Efe nesta terça-feira (10) por ocasião da viagem que inicia amanhã ao Brasil, para a Copa do Mundo, e à Bolívia, para a cúpula do G-77. 

Presidente da Ucrânia prevê fim dos combates na próxima semana

Líderes de Rússia e Ucrânia se encontram e indicam reaproximação

O secretário-geral da ONU ressaltou que se trata de uma situação que acontece atualmente no Brasil, mas também na Europa e "no mundo todo". 

Por isso, insistiu que os governantes "escutem atenta e cuidadosamente" as preocupações de seus cidadãos.

Ban atribuiu o fenômeno ao fato que o mundo está vendo "transformações muito rápidas", especialmente nas comunicações e na tecnologia, que fazem com que as expectativas dos povos de ter "uma governança mais transparente tenham se tornado muito mais intensas".

O secretário-geral, que também falou do que significa o Mundial para o Brasil e da importância do G-77, falou ainda sobre a guerra civil na Síria, o conflito na Ucrânia e o recente anúncio de abdicação do rei da Espanha.

Ban viajará na noite de quarta-feira (11) para o Brasil, aonde chegará na quinta-feira para assistir à cerimônia de abertura da Copa.

O secretário-geral das Nações Unidas destacou que é "consciente" dos pontos criticados pelo povo brasileiro sobre a organização do torneio, e disse que lhe asseguraram que isso não influenciará "nos projetos para mudanças econômicas e sociais".

"O esporte é um evento muito importante que pode unir o povo, pode exercer um papel muito importante na paz e no desenvolvimento", acrescentou.

No entanto, Ban se mostrou diplomaticamente cauteloso sobre quem é seu favorito para ganhar o Mundial, pois "como secretário-geral da ONU, deveria ser neutro e imparcial", apesar de não ter deixado de reconhecer que "o coração se acelerará quando a Coreia do Sul jogar".

Copa do Mundo: conheça presidentes, monarcas e outros líderes que virão ao Brasil durante os jogos

Mais de um tiroteio por semana acontece em escolas americanas desde 2012, diz ONG internacional 

Ban destacou que se reunirá durante sua viagem com a presidente Dilma Rousseff, e com a chefe de Estado do Chile, Michelle Bachelet, com quem trabalhou ativamente durante o período desta última como diretora-executiva da ONU Mulheres. 

Depois do Brasil, Ban se deslocará a Santa Cruz, na Bolívia, para participar da cúpula do Grupo dos 77 e a China, que reúne muitos países em desenvolvimento e não-alinhados, e que lembra seu 50º aniversário.

O secretário-geral louvou a "liderança" do presidente boliviano, Evo Morales, na organização da reunião, e destacou a importância do G77, pois sem "a participação ativa e o compromisso" desse grupo "seria difícil encontrar consenso em importantes questões sobre o desenvolvimento", salientou.

"A Bolívia é um dos países importantes da América Latina, cuja liderança é agora muito importante para o G77", afirmou Ban Ki-moon, destacando que a reunião de Santa Cruz chega em um momento-chave para dar forma à agenda de desenvolvimento pós-2015 e adotar antes do final do próximo ano um acordo global sobre o clima.

Sobre a Síria, disse que na próxima semana discutirá em Genebra com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby, os novos passos diplomáticos no conflito sírio, especialmente a seleção de um novo enviado especial internacional.

Ban afirmou que não quer que haja "uma longa vacância" nesse posto após a renúncia do diplomata argelino Lakhdar Brahimi, que o deixou em maio perante a falta de progressos nas negociações para pôr fim à guerra civil na Síria. 

Em relação à Ucrânia, o secretário-geral se mostrou "esperançoso" pelas palavras do novo presidente desse país, Roman Poroshenko, durante sua recente posse, assim como por sua reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

"Isso é o que estive pedindo a Putin e aos líderes da Ucrânia, que se reúnam e tratem de reduzir a tensão no país e discutam todas as questões de forma pacífica", comentou.

Ban Ki-moon também contou à Agência Efe que ligou para o rei Juan Carlos da Espanha assim que soube na semana passada de sua abdicação, para expressar sua "mais profunda admiração e respeito" e agradecer seu apoio às Nações Unidas.

O que acontece no mundo passa por aqui

Seja bombardead@ de boas notícias. R7 Torpedos

    Access log