Internacional Ao menos 22 mortos em Gaza após noite de bombardeios israelenses

Ao menos 22 mortos em Gaza após noite de bombardeios israelenses

Tensões dos últimos dias em Jerusalém se transformaram nos piores confrontos na cidade desde 2017 

AFP
Ao menos 22 mortos em Gaza após noite de bombardeios israelenses

Ao menos 22 mortos em Gaza após noite de bombardeios israelenses

Suhaib Salem/Reuters - 11.5.2021

Ao menos 22 palestinos, incluindo nove crianças, morreram na madrugada de segunda-feira (10) para terça-feira (11) em bombardeios israelenses em Gaza, uma resposta aos foguetes lançados por movimentos armados palestinos, uma escalada provocada por uma onda de violência em Jerusalém Oriental.

Outras 106 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza, território palestino controlado pelo movimento islamita Hamas, informaram as autoridades de saúde locais. 

A Jihad Islâmica, segundo grupo islamita armado da Faixa de Gaza, anunciou nesta terça-feira as mortes de dois comandantes nos ataques israelenses. 

Desde segunda-feira, militantes palestinos lançaram mais de 200 foguetes contra Israel. 

O sistema antimísseis israelense Cúpula de Ferro interceptou mais de 90% dos projéteis, afirmou o porta-voz do exército, Jonathan Conricus. Ao menos seis israelenses ficaram feridos.   

O Estado hebreu respondeu ao lançamento de foguetes com 130 ataques de aviões de combate e helicópteros contra alvos militares no território palestino, que mataram 15 comandantes do Hamas e da Jihad Islâmica, anunciou Conricus à imprensa.  

O porta-voz assegurou, porém, não ter a confirmação de que os ataques tenham afetado civis. Ele explicou que Israel atacou instalações de fabricação e de armazenamento de armas, zonas de treinamento de militantes e a casa de um comandante do Hamas, entre outros.

Nesta terça, foram lançados mais foguetes do enclave palestino, enquanto o braço armado das brigadas Qassam, afiliadas ao Hamas, jurou que faria da cidade israelense de Ascalon, ao sul, "um inferno".

As tensões dos últimos dias em Jerusalém se transformaram nos piores confrontos na cidade desde 2017.

Na última sexta-feira, último dia do Ramadã, houve choques entre policiais do Batalhão de Choque israelense e os fiéis palestinos na Esplanada das Mesquitas. Ali, fica a Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro lugar mais sagrado do Islã.

Apelos à calma

Desde então, os distúrbios noturnos em Jerusalém Oriental deixaram centenas de palestinos feridos e provocaram apelos internacionais por uma desescalada.

Hoje, a ONU disse estar "profundamente preocupada" e condenou "qualquer incitação à violência".

Fontes diplomáticas disseram à AFP que Egito e Catar, países que mediaram conflitos anteriores entre Israel e Hamas, estavam tentando acalmar as tensões.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, condenou os ataques com foguetes do Hamas, afirmando que eles "devem parar imediatamente".

Na segunda-feira (10), o Hamas deu um ultimato a Israel para que retire todas as suas forças da Esplanada das Mesquitas e do distrito de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, onde os próximos despejos de famílias palestinas estão gerando protestos.

Na segunda-feira, sirenes soaram em toda Jerusalém logo após as 18h locais (12h em Brasília), o horário-limite do ultimato do Hamas. Foguetes começaram, então, a serem disparados, enquanto moradores de Jerusalém, incluindo deputados da Knesset, fugiam para bunkers pela primeira vez desde o conflito de Gaza de 2014.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o Hamas "cruzou uma linha vermelha", ao mirar para Jerusalém.

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