Coreia do Norte

Internacional Após 70 anos do início de guerra, Coreias não veem tratado à vista

Após 70 anos do início de guerra, Coreias não veem tratado à vista

Nesta quinta (25), os dois países realizaram comemorações discretas do 70º aniversário da guerra, em um momento de tensão entre os dois lados

Reuters
Soldados erguem bandeiras de países que lutaram na Guerra da Coreia

Soldados erguem bandeiras de países que lutaram na Guerra da Coreia

Kim Hong-Ji/Reuters - 25.06.2020

Setenta anos depois de a Guerra da Coreia começar, as perspectivas de um tratado de paz para encerrar oficialmente o conflito parecem distantes como sempre, e as duas Coreias realizaram comemorações discretas em um momento de tensão acentuada na península.

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A guerra de 1950-1953 terminou com um armistício, não um tratado de paz, o que deixou as forças da ONU (Organização das Nações Unidas) lideradas pelos Estados Unidos tecnicamente ainda em guerra com a Coreia do Norte.

Em 1953, líderes sul-coreanos se opuseram à ideia de uma trégua e não assinaram o armistício, o que deixou a península dividida.

Bandeira de unificação perto da zona desmilitarizada

Bandeira de unificação perto da zona desmilitarizada

Reuters - Arquivo

Em meio a um novo acirramento das tensões, veteranos da Coreia do Sul se reuniram para comemorar o aniversário, o que inclui um evento no qual o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros líderes internacionais devem enviar mensagens de vídeo.

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Muitos dos veteranos que se reuniram na cidade fronteiriça sul-coreana de Cheorwon disseram que torcem por relações mais pacíficas com a Coreia do Norte, mas que não estão otimistas, dizendo que as políticas de Pyongyang não mudaram.

A guerra nunca acabou

"A guerra não terminou de verdade, e não acho que a paz virá enquanto ainda estou vivo", disse Kim Yeong-ho, de 89 anos. "Os pesadelos continuam me voltando todos os dias. (A Coreia do Norte) não mudou nada."

O jornal do partido governista norte-coreano publicou na primeira página um comentário pedindo que as pessoas sigam o exemplo daqueles que lutaram para defender a nação.

"Várias décadas se passaram, mas o perigo da guerra nunca deixou este solo", disse o jornal, culpando "forças hostis" por quererem massacrar a Coreia do Norte.

Dois anos atrás, uma série de acenos diplomáticos e cúpulas entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e os presidentes de EUA, Coreia do Sul e China despertaram a esperança de que, apesar de o arsenal nuclear de Pyongyang não ter diminuído, as partes poderiam concordar em encerrar a guerra oficialmente.

Explosão de um caça-minas da República da Coreia

Explosão de um caça-minas da República da Coreia

Reuters - Arquivo

Mas esta esperança desapareceu quando a Coreia do Norte acusou EUA e Coreia do Sul de se aterem a políticas hostis e devido à pressão de Washington para que Pyongyang abdique de seu arsenal crescente de armas nucleares e mísseis de longo alcance.

Na quarta-feira (24), a Coreia do Norte disse que decidiu suspender os planos para uma ação militar não especificada contra sua vizinha do sul, mas a alertou a "pensar e se comportar sabiamente".

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