Internacional Após apreensão de 30 toneladas de cocaína, 'supercartel' é destruído em Dubai e na Europa

Após apreensão de 30 toneladas de cocaína, 'supercartel' é destruído em Dubai e na Europa

Operação internacional também prendeu 49 pessoas em vários países, incluindo Espanha, França, Bélgica e Holanda

AFP

Resumindo a Notícia

  • Polícia destruiu 'supercartel' que controlava um terço do mercado total de cocaína na Europa
  • Foram presas 49 pessoas em vários países, incluindo seis supostos chefes em Dubai
  • A rede trabalhava, principalmente, com cocaína procedente da América do Sul
  • A operação internacional resultou na apreensão de 30 toneladas de drogas
Polícia apreendeu 30 toneladas de cocaína na Espanha, França, Bélgica e Holanda

Polícia apreendeu 30 toneladas de cocaína na Espanha, França, Bélgica e Holanda

Fredy Rodriguez/Reuters - 16.11.2022

A polícia desmantelou um "supercartel" que controlava um terço do mercado total de cocaína na Europa, prendendo 49 pessoas em vários países, incluindo seis supostos chefes em Dubai — informou a Europol nesta segunda-feira (28).

Essa operação internacional resultou na apreensão de 30 toneladas de drogas e em detenções na Espanha, França, Bélgica e Holanda, detalhou a agência policial europeia em um comunicado.

"Traficantes de drogas considerados alvos de alto valor pela Europol se uniram para formar o que era conhecido como um 'supercartel' que controlava cerca de um terço do comércio de cocaína na Europa", disse a Europol.

Como parte da mesma investigação foram confiscadas "mais de 30 toneladas de cocaína em diversos portos europeus", afirmou a Guarda Civil espanhola, que participou da operação denominada Desert Light ("Luz do Deserto", em tradução livre) junto com agências policiais de Holanda, França, Bélgica e Dubai.

A rede trabalhava, principalmente, com cocaína procedente da América do Sul, que chegava à Europa pelos portos de Roterdã (Holanda) e Antuérpia (Bélgica).

A Europol especificou que dois dos seis "alvos de alto valor" (HTV, na sigla em inglês) presos em Dubai tinham relações com a França; outros dois, com a Holanda; e os dois últimos, com a Espanha.

As prisões foram possíveis, porque, no ano passado, a polícia invadiu os celulares da rede dos traficantes, que estavam criptografados, afirmou a agência europeia.

No que diz respeito à Espanha, a Guarda Civil batizou a investigação como Operação Faukas e fez incursões simultâneas em Málaga, Madri e Barcelona, em 8 de novembro, depois de ter encontrado, em março de 2020, 698 kg de cocaína em um contêiner no porto de Valência (leste).

A investigação da Guarda Civil resultou na prisão de "15 pessoas", disse o órgão de segurança em um comunicado.

“Com essa operação, foi alcançado um marco histórico na luta contra o tráfico de drogas global, e a ação realizada em Dubai é inédita, culminando na detenção simultânea de seis HVT que se refugiaram nesse emirado com a convicção de se sentirem a salvo de uma possível ação policial", declarou a Guarda Civil.

O líder da organização, um cidadão britânico, fugiu da Espanha para Dubai depois de ter sido vítima de uma tentativa de sequestro. De lá, "continuou dirigindo e coordenando as atividades criminosas" da quadrilha, explicou o instituto armado.

A cocaína era importada do Panamá, e o fornecedor, um panamenho também radicado em Dubai, "mantinha contatos com os demais barões do emirado", acrescentou a Guarda Civil.

Últimas