Internacional Após ataques, EUA vão enviar tropas para a Arábia Saudita

Após ataques, EUA vão enviar tropas para a Arábia Saudita

O Pentágono anunciou que irá mandar soldados, mísseis e baterias antiaéreas para proteger infraestrutura de petróleo saudita

Ataque contra a principal refinaria saudita usou drones e mísseis

Ataque contra a principal refinaria saudita usou drones e mísseis

Stringer/Reuters - 14.9.2019

Depois de ataques contra algumas das principais instalações de extração e refino de petróleo da Arábia Saudita no último final de semana, os EUA vão enviar tropas e equipamentos de defesa para o país do Oriente Médio. O anúncio foi feito na noite desta sexta-feira (20), no Pentágono, em Washington.

A medida, segundo o secretário interino de Defesa dos EUA, Mark Esper, serve para "ajudar a Arábia Saudita a melhorar suas defesas". Serão enviados soldados, mísseis e equipamentos de defesa antiaérea para repelir possíveis novos ataques.

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O país é responsável por cerca de 10% da produção mundial de petróleo e precisou reduzir o volume pela metade após os ataques. Inicialmente, os rebeldes houthis do Iêmen afirmaram que foram os responsáveis por enviar drones e mísseis para a refinaria de Abqaiq e o campo de Khurais.

No entanto, tanto o governo saudita quanto os EUA acusam o Irã, que também seria responsável por financiar os houthis, de ser o verdadeiro autor do ataque.

Foco na defesa

"O presidente (Donald Trump) aprovou o envio de forças americanas que serão de natureza defensiva e terão foco principalmente na defesa aérea e de mísseis", disse Esper em entrevista coletiva após uma reunião com o próprio governante na Casa Branca.

O titular do Pentágono também disse que o governo americano "trabalhará para acelerar a entrega de armamentos à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos para melhorar a habilidade de defenderem a si mesmos".

"Acreditamos que, por enquanto, isso será suficiente, mas não quer dizer que não possa haver desdobramentos adicionais se necessário", acrescentou.

Esper também citou Trump para reiterar que os "EUA não buscam um conflito com o Irã", mas alertou que "há muitas outras opções militares disponíveis".

Além disso, ele ressaltou que nos últimos meses Washington "e outros países demonstraram grande paciência com a esperança de que os líderes iranianos optassem pela paz".

"Mas o ataque de 14 de setembro contra as refinarias sauditas representa uma dramática escalada nas agressões iranianas", acrescentou.