Internacional Após protestos, Itália estuda ajuda a setores afetados pela pandemia

Após protestos, Itália estuda ajuda a setores afetados pela pandemia

Nos últimos dias, o governo italiano decretou um novo lockdown em várias regiões, o que provocou uma série de protestos do sul ao norte do país

  • Internacional | Do R7, com EFE

Empresários e trabalhadores protestaram em Nápoles contra novo lockdown

Empresários e trabalhadores protestaram em Nápoles contra novo lockdown

Ciro De Luca/ Reuters/ 26.10.2020

O governo italiano estuda um novo pacote de ajuda de pelo menos 4.000 milhões de euros (R$ 20 milhões) para ajudar as empresas afetadas pela crise do coronavírus, especialmente as dos setores de restauração e lazer, penalizadas pelos últimos fechamentos decretados no país. O país vem registrando protestos contra um novo lockdown.

A informação foi confirmada por fontes oficiais à Efe, depois de nas últimas horas os meios de comunicação italianos terem apontado que o auxílio pode chegar aos 5 mil milhões de euros.

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Destes subsídios, cerca de 1.600 milhões seriam destinados ao refinanciamento do chamado sistema de "fundo de integração", semelhante ao Arquivo de Regulação do Trabalho Temporário (ERTE) espanhol, que em princípio termina em 31 de dezembro.

O governo estuda a possibilidade de estender essa greve temporária até 31 de janeiro para os setores mais penalizados, opção que os sindicatos exigem insistentemente, que pedem inclusive que seja prorrogada pelo menos até março.

No dia 15 de outubro, o ministro do Desenvolvimento Econômico, Stefano Patuanelli, já anunciava que "seria impensável" o Executivo estender as demissões além de 31 de dezembro de 2020 de forma generalizada, o que teve a aprovação do empregador, que há muito exige o levantamento desta medida.

As mesmas fontes explicaram à Efe que cerca de 1.200 milhões irão diretamente para empresas de restauração e hotelaria, e do setor de entretenimento e cultura, com a intenção de os aliviar após o encerramento imposto pelo Governo de bares e restaurantes, mas também de cinemas, teatros e demais atividades, a partir das 18h, horário local.

A intenção da Itália é impedir o aumento das infecções no país, que disparou para 20.000 casos diários nas últimas semanas.

Intensas manifestações

Durante dias, os trabalhadores desses setores se manifestaram em toda a Itália para pedir uma ajuda do governo e, como o ministro da Economia italiano, Roberto Gualtieri, avançou nas últimas horas, até 350.000 empresas afetadas poderiam se beneficiar.

Analisam-se também os adiamentos de obrigações tributárias nos próximos três meses ou a suspensão do próximo pagamento do imposto imobiliário, subsídios para trabalhadores autônomos e subsídios não reembolsáveis ​​para compra de produtos agrícolas.

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