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Internacional Argentinos vão às ruas protestar contra novas medidas de restrição

Argentinos vão às ruas protestar contra novas medidas de restrição

Protestos ocorrem em Buenos Aires, em frente ao Obelisco, especialmente a suspensão das aulas presenciais

Manifestantes protestam contra restrições de circulação na Argentina

Manifestantes protestam contra restrições de circulação na Argentina

Juan Ignacio Roncoroni/EFE

Cidadãos argentinos realizaram no sábado (17) uma manifestação contra as novas restrições impostas pelo presidente Alberto Fernández, especialmente a suspensão das aulas presenciais, para enfrentar a segunda onda da covid-19.

O protesto concentrou-se no centro da capital, junto ao emblemático Obelisco, onde os cidadãos se manifestaram com bandeiras e faixas brancas e azuis claras, expressando sua rejeição às novas restrições sanitárias.

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Também houve uma concentração nos portões da residência presidencial, na cidade de Olivos.

Na última quarta, Alberto Fernández anunciou para Buenos Aires e seus arredores uma extensão do horário de restrição à circulação noturna que já vigorava desde o dia 9.

Além disso, até o próximo dia 30, estão suspensas na capital e sua área urbana as atividades recreativas, sociais, culturais, esportivas e religiosas e serviços gastronômicos em locais fechados. O comércio só pode funcionar em um horário mais limitado.

No entanto, a medida que gerou mais polêmica foi a de suspender por duas semanas as aulas presenciais em Buenos Aires e arredores.

O prefeito da capital, o opositor Horacio Rodríguez Larreta, apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal para impedir o fechamento das escolas, ao mesmo tempo em que ocorreram diversos processos nos tribunais locais por estabelecimentos de ensino, organizações não governamentais e associações de pais de alunos.

Para defender a decisão de fechar as escolas, Alberto Fernández argumentou que o reinício das aulas, no dia 17 de fevereiro, levou a um aumento de 25% na circulação de pessoas na região metropolitana, com mais infecções que, alertou, cresceram "exponencialmente" em menores de 9 a 19 anos.

Por outro lado, apelou à reflexão aos empresários do setor gastronômico que se anteciparam afirmando que não iriam respeitar as medidas, líderes políticos da oposição que se opõem às restrições e até mesmo algumas escolas que anunciaram que abrirão as portas de qualquer forma. Ele garantiu que o governo "será rigoroso" com quem descumprir as normas.

O presidente afirmou que "as leis são feitas para serem cumpridas" e que os setores econômicos afetados serão assistidos pelo Estado.

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