Eleições EUA 2020

Internacional Arizona e Wisconsin certificam vitória de Joe Biden

Arizona e Wisconsin certificam vitória de Joe Biden

Estados que fizeram recontagens confirmaram a vitória do democrata; na Geórgia, governador e secretário rebatem acusações de fraude de Trump

  • Internacional | Do R7

Wisconsin certificou seus resultados quatro semanas após a eleição

Wisconsin certificou seus resultados quatro semanas após a eleição

Daniel Acker / Reuters - 4.11.2020

Os Estados norte-americanos de Arizona e Wisconsin anunciaram, nesta segunda-feira (30), a certificação dos resultados finais da eleição presidencial dos EUA, realizada no último dia 3 de novembro. Em ambos, a vitória por uma margem apertada ficou com o presidente eleito do país, Joe Biden.

Leia também: Wisconsin encerra recontagem e confirma liderança de Biden

Com isso, as acusações do presidente Donald Trump de que a eleição teria sido alvo de fraudes em grande escala perdem cada vez mais força. No próximo dia 14 o Colégio Eleitoral dos EUA se reunirá nos Estados e deverá confirmar a vitória de Biden. A posse dele está marcada para 20 de janeiro de 2021.

Resultados confirmados

Em Wisconsin, a certificação veio após um processo de recontagem nos dois principais condados do Estado, Milwaukee e Dane. A revisão dos resultados tinha sido pedida pelo comitê eleitoral de Trump e custou US$ 3 milhões (o equivalente a R$ 16 milhões).

No fim, foram descobertos 87 votos que não tinham sido computados para Biden, que venceu o Estado por cerca de 30 mil votos e ficou com os 10 delegados de Wisconsin no Colégio Eleitoral.

O Arizona também anunciou a certificação dos resultados, que deram a vitória para Biden por cerca de 10 mil votos. Com isso, o democrata também ficará com os 11 delegados do Estado no colégio.

A segunda recontagem na Geórgia

Já na Geórgia, que passa pela segunda recontagem de votos, desta vez pedida pela campanha de Trump, tanto o governador Brian Kemp quanto o secretário de Estado, Brad Raffensperger, ambos do Partido Republicano, rejeitaram pedidos do presidente para suspender os resultados eleitorais.

Por meio de um porta-voz, Kemp afirmou que "pelas leis da Geórgia, o governador é proibido de interferir no processo eleitoral". Já Raffensperger, responsável pela condução da eleição, rejeitou acusações de fraude e disse que "uma imensa desinformação está sendo espalhada por pessoas desonestas" para afetar a credibilidade da eleição.

Biden, o primeiro democrata a vencer a disputa presidencial na Geórgia desde Bill Clinton em 1992, teve uma vantagem de pouco mais de 12,6 mil votos para conquistar os 16 delegados no Colégio Eleitoral.

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