Ataque de Israel deixa oito mortos no Líbano, e EUA resgatam militares em Ormuz
Recusa de Israel em encerrar sua campanha no Líbano tem dificultado os esforços de Trump para um acordo duradouro
Internacional|Da Reuters
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Israel atacou a histórica cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano, nesta terça-feira (9), matando pelo menos oito pessoas, informou o Ministério da Saúde libanês.
Israel e Irã suspenderam na segunda-feira (8) os ataques diretos entre si após um apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, para que cessassem, mas Teerã afirmou que retomaria as hostilidades se Israel continuasse a atacar seu aliado, a milícia Hezbollah, no Líbano.
Os ataques israelenses, os mais mortíferos em Tiro desde o início dos combates no Líbano em 2 de março, ocorreram após uma ordem de retirada de toda a cidade emitida por Israel.
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Um vídeo que supostamente mostra as consequências de um ataque mortal na extremidade leste da cidade, cuja localização foi verificada pela Reuters, mostrou destroços espalhados por toda uma estrada.
A mídia estatal libanesa informou que equipes de resgate ainda estavam procurando por sobreviventes.
Ação de Israel no Líbano complica busca por paz
O conflito entre Israel e o Hezbollah começou quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em apoio ao seu patrocinador, dois dias depois que Israel e Estados Unidos declararam guerra ao Irã.
A recusa de Israel em encerrar sua campanha no Líbano, conforme exige o Irã, tem dificultado os esforços de Trump para transformar um frágil cessar-fogo na guerra mais ampla de EUA e Israel contra o Irã em um acordo duradouro.
Na semana passada, as Forças Armadas de Israel afirmaram que combatentes do Hezbollah estavam se escondendo em Tiro.
A mídia estatal libanesa noticiou que pessoas estavam fugindo da cidade na manhã de terça-feira após a ordem de retirada divulgada online, com equipes de defesa civil transportando residentes idosos para abrigos temporários.
As ordens de retirada israelenses para o sul do Líbano, grande parte do qual é ocupado por suas tropas, esvaziaram efetivamente um quinto de todo o país, incluindo áreas muito além das linhas de frente.
Enquanto a trégua anunciada em 8 de abril se mantém em grande parte na guerra no Golfo, Trump disse que dois tripulantes de um helicóptero norte-americano estavam “bem” após serem resgatados por um drone da Marinha dos EUA, depois que seu helicóptero de combate Apache caiu no estreito de Ormuz, controlado pelo Irã.
Não ficou claro se o Apache havia sido abatido por fogo iraniano, sofrido falha mecânica ou enfrentado outro problema. Questionado se sabia o que o havia derrubado, Trump disse que um comunicado seria divulgado ainda nesta terça-feira.
Um drone de superfície da Marinha dos EUA localizou e resgatou os dois tripulantes das águas do estreito, informou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA à Reuters.
Os dois foram resgatados em cerca de duas horas e estavam em condição estável, afirmou o Centcom em comunicado.
“Os pilotos estão bem”, disse Trump, falando na pista do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, antes de retornar a Washington, D.C. “Ninguém ficou ferido.”
Soldados iranianos enterrados
Em Teerã, dois membros da defesa aérea iraniana seriam enterrados na tarde de terça-feira após terem sido mortos em ataques israelenses no dia anterior, segundo os militares iranianos. Nenhuma morte foi registrada em Israel após os ataques iranianos.
Trump disse a repórteres que poderia ter “uma ideia” para um acordo com o Irã dentro de alguns dias, sem dar mais detalhes.
O presidente republicano, que enfrenta índices de aprovação em baixa recorde à medida que se aproximam as eleições de meio de mandato de novembro, tem frequentemente dado a entender que um acordo com Teerã está iminente, mas isso não se concretizou até o momento.
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