Internacional Ataque em aeroporto na Arábia Saudita deixa oito feridos

Ataque em aeroporto na Arábia Saudita deixa oito feridos

Coalizão militar liderada pelo país árabe acusa o grupo de rebeldes do Iemên Houthi de ter planejado a investida

AFP
Faixada do aeroporto Internacional de Abha, no sul da Arábia Saudita

Faixada do aeroporto Internacional de Abha, no sul da Arábia Saudita

AFP / Foto de arquivo

Oito pessoas ficaram feridas, nesta terça-feira (31), em um ataque de drones no aeroporto internacional de Abha, no sul da Arábia Saudita, disse a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita que luta contra o grupo de rebeldes Houthi, a quem acusa os terem perpetrado.

"Oito pessoas ficaram feridas e um avião civil foi danificado, de acordo com os primeiros relatos", anunciou a coalizão militar, citada pela televisão estatal Al Ejbariya.

Posteriormente, os feridos foram relatados como sendo um saudita, um nepalês, três indianos e três bangladeshis.

Poucas horas antes, um "primeiro drone explosivo visando o Aeroporto Internacional de Abha foi interceptado e abatido", segundo a mídia. Esse ataque não deixou feridos ou danos materiais, informou a coalizão.

Os voos foram suspensos após este primeiro ataque, de acordo com a televisão estatal.

A coalizão responsabilizou os houthis e considerou isso um "crime de guerra". Os rebeldes não assumiram a responsabilidade por esses ataques até agora.

De qualquer forma, a coalizão alegou ter atacado em retaliação o local de onde os drones teriam decolado, em Sanaa, capital do Iêmen, sob controle insurgente.

A guerra do Iêmen por sete anos opôs as forças do governo, apoiadas por uma coalizão militar liderada pelos sauditas, com os houthis apoiados pelo iraniano, que controlam a maior parte do norte do Iêmen e Sana'a.

Insurgentes iemenitas realizam ataques em território saudita. No início de março, Riyadh anunciou que um drone havia atacado um importante porto de petróleo e que um míssil tinha como alvo as instalações da gigante petrolífera Aramco no leste.

A guerra neste país deixou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados. Segundo a ONU, é a pior crise humanitária do mundo.

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