Internacional Ataque insurgente na Índia termina com 11 mortos, incluindo político

Ataque insurgente na Índia termina com 11 mortos, incluindo político

Tirong Aboh, membro do Partido Popular Nacional, vários de seus familiares e soldados das forças de segurança foram vítimas de uma emboscada

Eleições indianas acabaram na última segunda-feira (10)

Eleições indianas acabaram na última segunda-feira (10)

SANJAY BAID/EFE - 19.5.2019

Um grupo de supostos insurgentes matou a tiros nesta terça-feira (21) 11 pessoas que viajavam em um comboio no nordeste da Índia, entre elas um parlamentar regional candidato à reeleição, faltando dois dias para a divulgação dos resultados das eleições gerais no país.

Tirong Aboh, de 41 anos e membro do Partido Popular Nacional (NPP, na sigla em inglês), vários de seus familiares e soldados das forças de segurança foram vítimas de uma emboscada no remoto estado de Arunachal Pradesh, no nordeste do país, informou o chefe da polícia regional, S.B.K. Singh, à agência indiana "PTI".

O crime aconteceu no distrito de Tirap quando o comboio se dirigia para o reduto eleitoral do político. Entre os mortos há também um filho de Aboh e um membro das forças de segurança, segundo a polícia.

O líder do NPP e chefe de governo do estado de Meghalaya, Conrad Sangma, confirmou no Twitter o falecimento do parlamentar e de sua família em um ataque que classificou de "brutal".

As autoridades responsabilizaram a guerrilha Conselho Nacional Socialista de Nagaland-Isak Muivah (NSCN-IM) pelo ataque, uma facção do NSCN, um dos grupos mais poderosos e antigos do nordeste da Índia que luta pela criação da "Grande Nagaland", um Estado soberano - Nagalim - que consistiria das áreas habitadas pelo povo de etnia naga no nordeste da Índia e no noroeste de Mianmar.

Após décadas de violência e milhares de mortes, o governo e o NSCN-IM assinaram um acordo em agosto de 2015, qualificado de "histórico" pelo governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, mas, desde então, um pacto definitivo de paz não foi consumado.

Além disso, outras facções dissidentes do NSCN também continuam ativas na região.