Aumento de 'casos importados' leva Pequim a endurecer controle

Autoridades vão tornar obrigatória a análise de ácido nucleico de viajantes vindos de outros focos do mundo, além da quarentena de 14 dias

Pequim vai pedir análise de viajantes e quarentena

Pequim vai pedir análise de viajantes e quarentena

Thomas Peter/Reuters - 23.3.2020

O governo de Pequim implementará, a partir de quarta-feira (25), novas medidas para controlar e impedir a disseminação do novo coronavírus, como a análise obrigatória de ácido nucleico, para tentar controlar o aumento acentuado de "casos importados" por viajantes de procedentes de outros focos pelo mundo.

Além disso, a quarentena de 14 dias dos viajantes deve ser realizada de maneira concentrada, em locais designados pelo governo municipal, enquanto antes eram contempladas algumas exceções que permitiam que alguns moradores da capital da China a realizassem em suas próprias casas.

Este anúncio ocorre depois que as autoridades sanitárias de Pequim detectaram 31 casos dos 74 novos contágios "importados" registrados em todo o país até ontem, quase o triplo do que na véspera, quando houve dez na capital (de um total de 39 em solo chinês).

Também Pequim registrou um novo contágio local (quatro em todo o país), de uma pessoa que entrou em contato com um daqueles diagnosticados como "importados", segundo a imprensa local.

Pensar duas vezes antes de viajar

Embora as autoridades chinesas não tenham anunciado claramente o fechamento da fronteira, convidaram os viajantes a "pensar duas vezes" antes de viajar para Pequim, onde quem deseja entrar deve passar por uma quarentena obrigatória de 14 dias em um hotel pago pela parte interessada.

As novas medidas somam-se ao desvio de voos internacionais para Pequim para outras cidades vizinhas, onde os passageiros passam por exames médicos obrigatórios, cujo resultado determinará se eles estão autorizados a continuar a viagem à capital ou devem permanecer em quarentena no mesmo ponto de chegada.

O número total de infectados diagnosticados em Pequim desde o início da pandemia é de 554 (dos quais 8 morreram), enquanto o número total na China é de 81.171 infecções, das quais 3.277 pessoas morreram.