Coronavírus

Internacional Austrália culpa União Europeia por atraso do plano de vacinação

Austrália culpa União Europeia por atraso do plano de vacinação

País recebeu apenas 700 mil doses de uma encomenda de 3,8 milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca

Imagem de vacinação contra a covid-19

Imagem de vacinação contra a covid-19

Ueslei Marcelino/Reuters-02/02/2021

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, culpou a União Europeia (UE), nesta quarta-feira (7), pelo atraso da campanha de vacinação na Austrália, apontando o atraso na chegada das vacinas ao país.

Em resposta às críticas da oposição, Morrison citou a escassez de vacinas e os "rígidos controles de exportação" da UE para explicar por que seu país recebeu apenas 700 mil doses de uma encomenda de 3,8 milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca. 

A Austrália teve bastante sucesso em conter a propagação do coronavírus, mas está ficando para trás no que diz respeito à vacinação.

Inicialmente, o governo australiano se comprometeu a administrar quatro milhões de doses até o final de março. Hoje, porém, o número total de vacinas injetadas até o momento é de apenas 920 mil. Isso gerou uma onda de críticas e obrigou Morrison a improvisar uma entrevista coletiva para explicar a situação. 

"Um total de 3,1 milhões de vacinas não chegou à Austrália. Não há discussão, conflito, disputa, ou confronto. É uma simples observação", disse o primeiro-ministro.

"Scott Morrison deve parar de dizer que não há urgência. A vacinação é nossa passagem de volta à normalidade", disse o líder da oposição trabalhista, Anthony Albanese. 

"O governo deve se mexer", acrescentou. 

A Austrália recebeu 870 mil doses da vacina da Pfizer/BioNTech que está sendo aplicada aos trabalhadores da linha de frente.

As autoridades contavam, principalmente, com as importações de vacinas da AstraZeneca e com doses fabricadas localmente para tratar sua população. 

No início de março, porém, a Itália anunciou que havia bloqueado a exportação para a Austrália de 250 mil doses da vacina da AstraZeneca, alegando uma "escassez persistente" e "atrasos no fornecimento" para a Itália. 

Com 25 milhões de habitantes, a Itália registrou até agora 30 mil casos de covid-19.

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