Austrália repatriará seus cidadãos em Wuhan para uma ilha

Cerca de 600 australianos que vivem em cidade epicentro do coronavírus ficarão de quarentena na Ilha Christmas. China precisa aprovar medida

Austrália vai repatriar cidadãos que estão em Wuhan

Austrália vai repatriar cidadãos que estão em Wuhan

CADU ROLIM/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O governo da Austrália disse nesta quarta-feira (29) que irá repatriar seus cidadãos que estão na cidade de Wuhan, na China, epicentro do surto de um novo coronavírus, para Ilha Christmas, no Oceano Índico, onde ficarão em quarentena.

O primeiro-ministro Scott Morrison anunciou que o plano de repatriação foi encerrado hoje durante a reunião do Comitê de Segurança Nacional e que dará prioridade a crianças e idosos, embora ainda seja necessária a permissão da China.

Segundo dados oficiais, existem cerca de 600 australianos registrados na província de Hubei, cuja capital é Wuhan e onde as autoridades chinesas impuseram desde a semana passada o fechamento de todos os transportes de saída na cidade.

O repatriamento será coordenado a partir do consulado australiano em Xangai e a companhia aérea Qantas se ofereceu para fretar um avião.

Os evacuados devem passar por quarentena obrigatória de 14 dias em um centro médico autorizado no território australiano da Ilha Christmas.

Casos na Austrália

A Austrália, onde até agora foram detectados seis casos de pessoas infectadas, recomendou hoje que seus cidadãos reconsiderem qualquer viagem à China.

O último caso detectado no país foi anunciado ontem, em comunicado do governo do estado de Queensland; um chinês de 44 anos da cidade de Wuhan que foi isolado em um hospital no resort de Gold Coast.

A Comissão Nacional de Saúde da China elevou hoje para 132 pessoas mortas pelo novo coronavírus, com 5.974 casos confirmados em todo o país, enquanto os contágios no exterior também continuam aumentando.