Coreia do Norte
Internacional Australiano desaparecido na Coreia do Norte chega a salvo na China

Australiano desaparecido na Coreia do Norte chega a salvo na China

Alek Sigley, de 29 anos, é estudante de literatura em Pyongyang. Após ser liberado, ele disse que estava bem, mas evitou dar detalhes sobre sumiço

Coreia do Norte

Alek Sigley estava desaparecido desde 27 de junho

Alek Sigley estava desaparecido desde 27 de junho

Twitter/Alek Sigley

O estudante australiano desaparecido há duas semanas na Coreia do Norte, Alek Sigley, está seguro na China, após ser liberado pelas autoridades de Pyongyang, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (4) pelo primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison.

"Sabemos que ele está seguro", disse Morrison, durante uma sessão de controle no Parlamento, em Camberra.

"Ele está em território australiano na China", acrescentou.

Segundo o portal NK News, especializado em informações sobre a Coreia do Norte, Sigley está na China e deve viajar ao longo do dia para Tóquio.

Sigley, estudante universitário de literatura em Pyongyang de 29 anos, filho de pai australiano e mãe chinesa, foi posto em liberdade após a mediação da diplomacia sueca.

"As autoridades suecas nos informaram que se reuniram com altos funcionários da Coreia do Norte e levantaram a questão do desaparecimento de Alek", disse o premier.

"Fomos informados que a Coreia do Norte o colocou em liberdade e que saiu do país, e posso confirmar que chegou a salvo", acrescentou.

A televisão australiana mostrou imagens de Sigley em sua chegada ao aeroporto de Pequim, onde o estudante disse que estava bem, mas evitou dar detalhes sobre o que aconteceu em Pyongyang.

"Estou bem, estou bem, estou bem", disse um sorridente Sigley, respondendo as perguntas da imprensa no aeroporto, de onde seguiu para a embaixada australiana.

Seu pai, Gary Sigley, ficou "extremamente satisfeito" com a libertação de seu filho do que "esteve o tempo todo bem e com bom humor", em entrevista à emissora pública australiana "ABC".

A família do universitário deu o alerta sobre seu desaparecimento no dia 27 de junho, após não conseguir falar com ele através do aplicativo de mensagens "WhatsApp" como era "habitual".

Sigley também atuava em uma empresa turística especializada em visitas culturais à Coreia do Norte e na sua conta do Twitter detalhava sua vida como estudante em Pyongyang desde o final do ano passado.

Seu último tweet, do dia 24, faz referência ao famoso hotel Ryugyong, um gigantesco alojamento inacabado que começou a ser construído na capital norte-coreana no final da década de 1980 e do qual tirou algumas fotos da parte externa.

Sigley seria a primeira detenção de um estrangeiro na Coreia do Norte da qual se tem conhecimento desde a detenção do estudante americano Otto Warmbier, condenado a 15 anos de trabalhos forçados por supostamente roubar um cartaz de propaganda quando visitava Pyongyang, em dezembro de 2015.

Um ano e meio depois, Warmbier foi devolvido em estado de coma aos Estados Unidos, onde faleceu seis dias depois, no dia 19 de junho de 2017.