Internacional Bachelet pede calma para evitar confrontos após eleições no Peru

Bachelet pede calma para evitar confrontos após eleições no Peru

 Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU solicitou que os peruanos respeitem os resultados das autoridades eleitorais

Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet

Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet

FABRICE COFFRINI/ EPA/ EFE/ 15.06.2020

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu na segunda-feira (14) para os atores políticos e sociais do Peru permanecerem calmos e evitarem que as tensões sobre a disputa eleitoral da semana passada se transformem em confrontos.

"Estou preocupada em ver como o que deveria ser uma celebração da democracia está se tornando um foco de divisão, o que está criando uma fratura crescente na sociedade peruana, com implicações para os direitos humanos", declarou a ex-presidente dod Chile em nota oficial.

A alta comissária solicitou que a sociedade peruana respeite os resultados das autoridades eleitorais e, assim, reduzir a fratura social que divide o país após a votação de 6 de junho. Com 99,935% dos votos apurados, Pedro Castillo, do Partido Peru Livre, tem 49.400 fotos de vantagem sobre Keiko Fujimori, da Força Popular.

"As instituições eleitorais e as decisões que elas tomam devem ser respeitadas e aceitas. Se as regras da democracia não forem aceitas antes, durante e depois das eleições, a coesão social poderá rachar perigosamente", advertiu.

Até agora, Castillo recebeu 8.833.185 votos, e Keiko, 8.783.765, o que em votos válidos representa 50,14% e 49,86%, respectivamente. Para conhecer os resultados finais da corrida, as autoridades eleitorais ainda precisam rever as atas pendentes, bem como as centenas de petições de anulação, a maioria das quais foram apresentadas pela candidata da direita, que denunciou fraudes em vários locais de votação.

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