Internacional Bachelet pede que Rússia investigue envenenamento de Navalny

Bachelet pede que Rússia investigue envenenamento de Navalny

Alta comissária da ONU para Direitos Humanos pediu uma investigação independente no país. Rússia afirma que opositor não foi envenenado

Reuters
ONU pede que caso Navalny seja investigado

ONU pede que caso Navalny seja investigado

Tatyana Makeyeva/Reuters - 1.7.2019

A alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu à Rússia nesta terça-feira (8) que conduza, ou coopere com, uma investigação independente e completa sobre as descobertas da Alemanha de que o líder de oposição Alexei Navalny foi envenenado.

Navalny foi retirado do coma induzido e está respondendo a falas, informou o hospital Charite, em Berlim, na segunda-feira (7). O hospital tem tratado Navalny desde que ele foi transportado de avião para a Alemanha depois de adoecer em um voo doméstico russo no mês passado.

A Rússia afirma não ter visto nenhuma evidência de que ele foi envenenado.

"Não é bom o suficiente simplesmente negar que ele foi envenenado e negar a necessidade de uma investigação completa, independente, imparcial e transparente sobre esta tentativa de assassinato", disse Bachelet em comunicado.

"É responsabilidade das autoridades russas investigar completamente quem foi o responsável por este crime - um crime muito grave cometido em solo russo."

Envenenamento com novichok

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que seu governo concluiu que Navalny, de 44 anos, foi envenenado com Novichok, a mesma substância que o Reino Unido alega ter sido usada contra o agente duplo russo Sergei Skripal e sua filha, que sobreviveram a um ataque na Inglaterra em 2018.

O número de casos de envenenamento, ou outras formas de assassinato seletivo, de atuais ou ex-cidadãos russos, seja dentro da própria Rússia seja em solo estrangeiro, nas últimas duas décadas é profundamente perturbador, afirmou Bachelet.

Os processos legais adequados não foram realizados em incidentes anteriores, resultando em "quase impunidade total" na Rússia, disse o porta-voz de Bachelet, Rupert Colville.

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