Protestos contra o racismo

Internacional Baleado por policial, Rayshard Brooks foi vítima de homicídio

Baleado por policial, Rayshard Brooks foi vítima de homicídio

O homem negro foi morto com tiros nas costas dados por um policial branco em Atlanta. Legista confirma homicídio como causa da morte

Reuters
Rayshard Brooks tinha 27 anos

Rayshard Brooks tinha 27 anos

EFE/EPA/STEWART TRIAL ATTORNEYS HANDOUT

A morte de Rayshard Brooks, um homem negro morto por um policial branco da cidade norte-americana de Atlanta na sexta-feira (12), foi um homicídio causado por feridas de tiros nas costas, disse o escritório do legista do condado de Fulton no domingo (14).

A morte reanimou os protestos em Atlanta depois de dias de manifestações mundiais contra o racismo e a brutalidade policial desencadeadas pela morte do afro-norte-americano George Floyd sob custódia da polícia de Mineápolis no dia 25 de maio.

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Uma autópsia realizada no domingo mostrou que Brooks, de 27 anos, morreu devido à perda de sangue e aos ferimentos internos causados por duas feridas de tiros, disse um investigador do instituto médico-legal em um comunicado, que acrescentou que a forma de sua morte foi homicídio.

O encontro fatal de Brooks com a polícia aconteceu depois que um funcionário de um restaurante Wendy's de Atlanta telefonou às autoridades para dizer que alguém havia adormecido no carro na faixa de drive-through.

Registrado pela câmera corporal do policial e por uma câmera de vigilância, o encontro pareceu amistoso a princípio, já que Brooks aceitou um teste com bafômetro e falou sobre o aniversário da filha.

"Assisti a interação com o senhor Brooks, e partiu meu coração", disse a prefeita de Atlanta, Keisha Lance Bottoms, à rede CNN. "Ela não foi conflituosa. Este era um sujeito pelo qual você estava torcendo."

Mas quando um policial foi prendê-lo, Brooks lutou com ele e outro agente no local, conseguiu se libertar e correu pelo estacionamento com o que parecia uma arma de choque da polícia na mão, mostrou um vídeo de um transeunte.

Um vídeo das câmeras do restaurante mostra Brooks se virando enquanto corre e possivelmente apontando a arma de choque aos policiais em perseguição, e em seguida um deles dispara sua arma de fogo e Brooks cai.

A chefe de polícia de Atlanta, Erika Shields, renunciou devido ao incidente. O policial suspeito de ter matado Brooks foi demitido, e o colega envolvido, também branco, foi afastado.

Enquanto manifestantes iam às ruas da cidade e clamavam para que os policiais do caso Brooks sejam alvo de acusações criminais, a certa altura interrompendo o trânsito em uma rodovia interestadual na noite de sábado (13), o Restaurante Wendy's ardia em chamas.

Incêndio durante manifestação

No domingo, a polícia ofereceu uma recompensa de 10 mil dólares e publicou fotos do que parece ser uma mulher branca mascarada que está sendo procurada devido à sua conexão com o caso.

A polícia disse que está procurando os responsáveis pelo incêndio, inclusive uma mulher que estava "tentando ocultar a identidade".

No sábado, Bottoms disse não acreditar que os disparos foram um uso justificado de força mortal. Até o meio da semana, procuradores decidirão se apresentarão acusações, disse o procurador do condado de Fulton, Paul Howard, no domingo.

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